Bombeiros Imicol instalam réguas para acompanhamento do nível do Rio Taquari

Corporação responsável por Imigrante e Colinas passa a monitorar o local através de câmeras de vídeo com imagens em tempo real.


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Estrutura de concreto foi construída no início da Rua Doutor Parobé, na região central de Colinas, próximo a barranca do rio. (Foto: Gabriela Hautrive)

Através de uma mobilização do Corpo de Bombeiros Voluntários Imicol, de Imigrante e Colinas, a região passa a ter mais uma opção de acompanhamento da movimentação do nível das águas do Rio Taquari. No dia 30 de julho, a prefeitura de Colinas confirmou a aprovação da licença ambiental para a construção do dispositivo. Na semana passada o projeto começou a ser instalado. Na manhã desta segunda-feira (31) equipes responsáveis pela engenharia do dispositivo trabalharam no local.


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Trata-se de uma estrutura de concreto que foi construída no início da Rua Doutor Parobé, na região central de Colinas, próximo a barranca do rio. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários Imicol, Marcelo Ceppo, o projeto está 50% concluído. “Estamos fazendo as medições para termos a medida exata da altura do nível do mar. Vamos ter outras medidas também, como nível do rio aqui em Colinas. Posso dizer que toda comunidade de Colinas, Estrela e Lajeado, terão uma medida real e atualizada do nível das águas em caso de enchente”, pondera Ceppo.

Comandante do Imicol e engenheiros trabalharam no local na manhã desta segunda-feira (Foto: Gabriela Hautrive)

A régua tem 50 metros e será monitorada por câmera de vídeo, que transmitirá as imagens em tempo real, 24 horas por dia, para uma central de acompanhamento dos Bombeiros Voluntários Imicol. Além disso, a corporação também poderá fazer a leitura de forma manual. “Já está funcionando o sistema de câmera, porém temos que ver se na prática será 100% eficaz. De todo o modo, estamos construindo uma escada de acesso ao local, e se for necessário, nossa equipe de plantão 24h, também poderá fazer a medição”, explica o comandante.

Para testar de fato a eficácia do sistema, é preciso que alguma cheia aconteça, o que não é projeção para o momento. Segundo os bombeiros, a torcida é para que a região não enfrente problemas em decorrência da chuva, mas, se acontecer, os profissionais estarão mais preparados e melhor equipados para agir em ações preventivas. “Teremos que nos adequar. Vamos ter marcações em um ponto, vamos ter que saber realmente quanto demora para encher em outro ponto”.

Corpo de Bombeiros Voluntários Imicol, Marcelo Ceppo (Foto: Gabriela Hautrive)

Por se tratar de uma corporação de voluntários, todo o projeto para instalação das réguas foi custeado através de doações. Os bombeiros chegaram a realizar uma campanha com venda de cestinhas no Dia dos Pais e arrecadaram R$ 6 mil, porém até o momento, segundo o comandante, não foi necessário utilizar o dinheiro. “Tivemos postes doados, concreto, mão de obra, parte elétrica, câmeras, até o momento não tivemos despesas nossas”. Ao todo serão instaladas oito réguas, sete delas já foram doadas, faltam recursos apenas para uma. O valor individual do equipamento é de R$ 300. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 20 mil no projeto.

Ao todo serão instaladas oito réguas, sete delas já foram doadas, faltam recursos apenas para uma. (Foto: Gabriela Hautrive)

Monitoramento do Rio Taquari

A região possui dois pontos de monitoramento do nível das águas do Rio Taquari, que servem de parâmetro para as projeções realizadas pelos órgãos de Defesa Civil dos municípios em períodos de enchente. As réguas localizam-se em Encantado e no Porto de Estrela, com leituras através do site CPRM , porém nas últimas cheias no mês de julho, considerada a maior em 64 anos, o equipamento apresentou instabilidade e deixou de fornecer informações em alguns momentos, o que prejudicou o trabalho de remoção das famílias atingidas pelas águas.

Até o momento, não há novos projetos de leitura. No dia 21 de agosto, a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) instalou uma régua que mostra a sinalização das cheias do Rio Taquari. O dispositivo está afixado na parede lateral externa, junto à calçada, pela Avenida Benjamin Constant e serve para registrar até o nível da enchente, com registros históricos das últimas cheias.

Texto: Gabriela Hautrive
producao@independente.com.br

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