Brasil: clima e emissão de carbono


0

Atualmente o uso de dados estatísticos leva a informação a diversas interpretações. Podemos dizer que depende de que lado está. Na minha opinião deveria ser do lado da ciência, da tecnologia e do que realmente representa os trabalhos e pesquisas elaborados.
A pandemia tem causado estragos na humanidade e na economia em todo o mundo. Mas, como sempre tem um, “mas”. O lado positivo tem sido a queda das medidas de CO2 na atmosfera. O que prova que se realmente se tomar atitudes é possível reduzir problemas climáticos do aquecimento global.

A revista “Nature” informa que a queda média de 7%, mesmo que isto seja de pouco impacto na concentração geral. Por outro lado, foi batido o recorde mundial de concentração de CO2 na atmosfera chegando a 418 ppm (parte por milhão). Sabe quando isto aconteceu anteriormente? Há cerca de 3 milhões de anos quando da formação da terra e ainda não habitamos este planeta.

Os maiores poluidores pela ordem são: China, EUA, União Europeia, Índia, Indonésia, Rússia e o Brasil. E se for considerado a poluição por habitante, o Brasil tem mais de 100 países na sua frente. O primeiro é o Kuwait 54.41, EUA 19.9 e o Brasil 5.03 toneladas métricas. Não que isto nos libere para fazer qualquer coisa. Apenas mostra que muitos que falam e nos criticam estão em pior situação que nós.

Se olharmos de onde vem as emissões de CO2, 73% está relacionado ao consumo de energia: Geração de calor e eletricidade 30%, transporte inclusive carros 15%, Fabricação e construção 12% e outros.

A agropecuária (agricultura e pastagens) 12%, Uso da terra e silvicultura 6,5%, poderíamos somar as duas 18,5% se referem ao setor agrícola.
Processos industriais de produtos químicos, cimento e outros 5,68%, resíduos, aterros e águas residuais 3,2%. Há áreas de sombreamento entre as atividades? Sim. Mas, depende como se usa as informações.

Dados da Embrapa mostram que o país tem cerca de 18% do território de áreas agricultáveis 152 milhões de hectares. Destes, 7,8% são áreas trabalhadas hoje 66 milhões ha. Não precisamos derrubar matas para agricultura e pecuária. É só aproveitar bem o que está disponível. E podemos ainda ter ganhos em produtividade destas áreas atualmente trabalhadas.

Estudo da NASA diz que o Brasil preserva 66% de seu território. Todos que nos criticam estão em piores situações que nós. Exauriram suas áreas de produção e proteção ambiental e querem meter o “bico” aqui. Falam que nossa biodiversidade vale um trilhão de dólares. Para mim, o meio ambiente não tem preço. Mas vamos lá paguem pelo seu uso aos nossos agricultores que preservam.

 

Dados da Embrapa informam que temos 25,6% do território destinado à preservação; 10,4% unidades de conservação integral; 13,8% são áreas indígenas; 16,5% de vegetação nativa em terras devolutas e não cadastradas e 3,5% de infraestrutura, cidades etc. Bem perto dos 66% citados acima.

Dados estão aí para serem analisados, depende como se olha é que nem o do copo meio cheio e meio vazio.

Por Nilo Cortez


DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui