Buscas pelo corpo de criança jogada pela mãe no rio Tramandaí chegam ao terceiro dia

Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, Comando Ambiental da Brigada Militar, Marinha do Brasil e Brigada Militar atuam neste sábado


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Varredura acontece até sob as pontes e também na beira-mar (Foto: Renato Dias / Correio do Imbé)

Uma mobilização total marca as buscas, na manhã deste sábado, do corpo do menino Miguel, de sete anos, no rio Tramandaí e na beira-mar no Litoral Norte. A criança foi dopada e jogada nas águas do rio pela mãe, de 26 anos, que está presa desde a noite da última quinta-feira. A participação no crime da companheira da mulher, de 23 anos, que possui transtorno neurológico, ainda está sendo apurada pela Polícia Civil.

Seis embarcações estão vasculhando as águas neste sábado, sendo três delas do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) com efetivos do 9º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM) e mergulhadores da Companhia Especial de Busca e Resgate (CEBS) de Porto Alegre.

Outras duas são da Patrulha Ambiental do 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar (1º BBM) do Comando Ambiental da Brigada Militar (CABM). Um barco é da Marinha do Brasil. As buscas acontecem inclusive sob as pontes do rio Tramandaí, que fica no limite entre Imbé e Tramandaí.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Tramandaí, Elísio Lucrécio, destacou também que uma viatura Mitsubishi L200 e um quadriciclo do CBMRS estão sendo utilizados ao longo da faixa de areia na região. Um drone da Brigada Militar também é empregado. Há possibilidade de que o corpo tenha sido levado para o mar e apareça na orla. O trabalho prosseguirá no domingo.

A Polícia Civil já pediu a prisão preventiva da mãe ao Poder Judiciário. A mulher deve ser indiciada por homicídio qualificado (meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima) com majorante (praticado contra pessoa menor de 14 anos) e agravante (cometido contra descendente), ocultação de cadáver e resistência.

Uma mala de rodinhas, que teria usada para levar a vítima, foi apreendida na beira do rio Tramandaí durante as buscas na noite de quinta-feira. Ela foi encaminhada para o Instituto-Geral de Perícias, cuja equipe esteve também na pousada onde moram as duas mulheres.

As primeiras informações apuradas pelos policiais civis apontam que o menino vivia sob intensa tortura física e psicológica, mantido em uma peça de um metro quadrado, nos fundos da moradia. A criança ficava até mesmo trancada dentro de um armário.

Fonte: Correio do Povo

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