Cadeia leiteira: preço pago ao produtor depende do grau de tecnificação da propriedade, diz presidente de associação

“Tudo aumentou, e o produtor não consegue produzir por menos”, afirma Maurício Eidelwein


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Maurício Eidelwein, presidente da Associação de Produtores de Leite B do Vale do Taquari (Foto: Tiago Silva)

O presidente da Associação de Produtores de Leite B do Vale do Taquari, Maurício Eidelwein, falou sobre o que leva a alta no preço de produtos de origem láctea em entrevista ao Redação no Ar desta quinta-feira (4). Segundo ele, a alta está relacionada à entressafra e à demanda de mercado, já que no inverno o consumo é maior e a produção menor.

Outro fator que leva a este cenário é o aumento de mais de 50% do custo operacional por litro de leite, o que desestimula os produtores a continuarem na atividade. A carga tributária e a questão logística também pesa no preço final.

Eidelwein percebe que produtores desmotivados com o baixo valor que recebem pelo litro do leite acabaram por vender seus animais e partir para outros ramos. Segundo ele, o repasse ao produtor depende do grau de tecnificação produtividade e do investimento feito para conseguir rentabilizar a propriedade, mas atualmente tem variado entre R$ 3,20 e R$ 3,40.

“Hoje o custo do frete, das commodities, tudo aumentou, e o produtor não consegue produzir por menos. Ele tem que tirar de algum lugar, embora quem faça o preço seja a indústria. Mas, normalmente, ela acaba indo junto com o que tem de oferta no mercado”, analisa.

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