Calçados Beira Rio reinaugura fábrica em Mato Leitão podendo gerar até 1,5 mil empregos

Cerimônia com presença de autoridades regionais e estaduais ocorreu na manhã desta sexta-feira (9). Estrutura pegou fogo em março de 2020 e precisou paralisar atividades


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Local foi reinaugurado na manhã desta sexta-feira em Mato Leitão (Fotos: Gabriela Hautrive)

Fechada há mais um ano, desde que pegou fogo em março de 2020, a Calçados Beira Rio, que completará 46 anos, reinaugurou a filial 6 da fábrica na manhã desta sexta-feira (9) no município de Mato Leitão. A cerimônia foi realizada em um dos pavilhões do espaço com presença de autoridades municipais, regionais e estaduais, como o chefe de gabinete da Casa Civil e ex-prefeito de Teutônia, Jonatan Brönstrup, o secretário de Desenvolvimento Econômico do RS, Edson Brum (MDB), e outros deputados gaúchos.

Presidente da Calçados Beira Rio, Roberto Argenta (Fotos: Gabriela Hautrive)

As obras de reconstrução da estrutura duraram cerca de seis meses. Conforme o prefeito de Mato Leitão, Carlos Alberto Bohn, a empresa representa 70% da arrecadação do município desde 2008. A unidade irá operar com uma capacidade de produção de 25 a 30 mil pares de sapatos diariamente, contando com produção local e terceirização do serviço.

Segundo o presidente da Calçados Beira Rio, Roberto Argenta, a expectativa é gerar 180 empregos diretos e 1,5 mil indiretos. “Vamos cortar, vai para os terceiros, volta montado, nós conferimos e vai para expedição e clientes. No auge poderemos ter até 1,5 mil funcionários contando esse serviço terceirizado”, explica.


 Ouça relato do presidente da Calçados Beira Rio, Roberto Argenta

 


O projeto tem 7,2 mil metros quadrados de área construída, com investimento de aproximadamente R$ 15 milhões, sem levar em conta equipamentos e maquinário. Segundo uma das colaboradoras da empresa, que trabalha há 12 anos no local como supervisora de costura, Patricia Hackenhaar, a reinauguração e volta das atividades representa muito para a comunidade local. “É gratificante, é emocionante, pois vimos tudo sendo destruído há um ano e hoje estamos aqui reerguendo um novo ciclo para empresa e para nós, somos muito gratos a diretoria, seu Roberto e a empresa por acreditarem no nosso trabalho”, relata.


Ouça relato da funcionária que

atua há 12 anos na empresa

 

 


Patricia Hackenhaar é colaboradora da empresa há 12 anos e falou em nome dos funcionários (Fotos: Gabriela Hautrive)

A funcionária mora próximo à empresa e foi uma das primeiras pessoas a ser avisada quando o fogo atingiu a fábrica em março de 2020. “Na hora eu não acreditei que aquilo estava acontecendo, mas não perdi a fé, sempre ouvimos muito que o Seu Roberto gosta muito desse povo e dessa região. Então, em momento algum perdi a esperança, mas na hora perdi o chão, parecia que estava acabando o mundo, pois sempre amei isso aqui, amo o meu trabalho e estou muita agradecida pelo dia de hoje”, completa.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul, Edson Brum (MDB), também destacou a importância da empresa para a região e o Estado. “Isso mostra a coragem do Roberto Argenta de manter esse investimento e, acima de tudo, o exemplo dele, pois o mundo está aberto para comprar, não somente alimentos, como outros produtos, e a região está pronta para produzir”, relata.


Ouça relato do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Edson Brum

 

 


A Calçados Beira Rio S.A. Foi fundada na cidade de Igrejinha, no dia 20 de junho de 1975 e, com 18 funcionários, a empresa já iniciava sua produção de 150 pares por dia. Atualmente, emprega mais de 9 mil pessoas com unidades em Osório, Mato Leitão, Teutônia, Candelária, Roca Sales, Novo Hamburgo, Santa Clara do Sul e Sapiranga.

Relembre o caso

Um incêndio de grandes proporções foi combatido ao longo da madrugada de terça-feira, dia 17 de março de 2020, na fábrica da Calçados Beira Rio, na Rua Leopoldo Aluísio Hinterholz, no Centro de Mato Leitão. O fogo foi percebido por funcionários do quinto turno por volta das 2h e teria iniciado no setor de montagem 5. Nenhum funcionário sofreu ferimentos. As chamas e a intensa fumaça puderam ser percebidas de vários pontos da cidade.

Três viaturas do Corpo de Bombeiros de Venâncio Aires e mais uma de Lajeado trabalharam no combate do sinistro. O fogo se espalhou rapidamente pelo isolamento de isopor e, em menos de 15 minutos, havia tomado todo o pavilhão principal. Até o final da madrugada, a situação já havia sido controlada. O prefeito Carlos Bohn e a secretária de Educação, Júlia Grasiela Theisen, solicitaram que os pais não levassem os alunos para as escolas naquele dia tendo em vista o registro de muita fumaça.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

 

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