Calmaria e produção primária marcam a Linha Olinda, em Nova Bréscia

Hoje, quem permanece por lá se dedica à avicultura, suinocultura, gado leiteiro e reflorestamento


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Igreja Católica de Linha Olinda (Foto: Alício de Assunção)

Situada a cerca de 500 metros de altitude, o que proporciona um verdadeiro clima de montanha, Linha Olinda, para a maioria, mas também chamada de Picada Olinda pelos mais saudosistas, é lugar bucólico e calmo no interior de Nova Bréscia. A localidade é também uma espécie de um “centrinho”, pois é o local de convergência de estradas vicinais que conduzem às Linhas Garibaldi, Três Saltos, Picada Felipe Essig, Pinheiros, Herval e às sedes de Travesseiro, Coqueiro Baixo e de Nova Bréscia, situada a cerca de 15 quilômetros.

De acordo com informações publicadas em livro escrito pelo Padre Benjamin Borsatto, natural do lugar, os primeiros moradores, chegaram por lá em 1895. Eram as famílias de Mário Bertol, José Merlo, José Delazeri, Nicola Delazeri, Isidoro Delazeri, José Pozza, Maximino Simonetti, Valetim Simonetti e Guilherme Quiósi. A maioria era oriunda de Coronel Pilar, na época pertencente a Garibaldi. A primeira professora foi Teresinha Nicolini.

Entre os demais educadores são lembrados Comercinda Tomas, Carmelina Conzatti Zibetti, Rosa Biazebetti, Catarina Chiesa, Adiles Berté, Amábile Meneghini, Lurdes Meneguini, Geraldo Ferla, Fátima Sopelsa, Edwiges Delazeri e Raquel Delazeri, entre outros. A última escola a funcionar na localidade foi a Silveira Martins.

Famílias se dedicam a avicultura e suinocultura (Foto: Alício de Assunção)

Entre os fatos que marcaram a comunidade está a invasão de uma nuvem de gafanhotos em 1946, destruindo toda a plantação. Por muitos anos a localidade foi conhecida como Linha Trípoli, por influência de uma família de imigrantes árabes que residiam próximo em Três Saltos. Tratava-se de Alfredo Haider e seus filhos Mahmut, Jamil e Ahmad.

O êxodo rural na década de 1970 levou muitas famílias para outras regiões do estado e país. Muitas são proprietárias de churrascarias, até no exterior. Hoje, quem permanece por lá se dedica à avicultura, suinocultura, gado leiteiro e reflorestamento.

Texto: Alício de Assunção
turismo@independente.com.br

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