Câmara de Lajeado aprova construção de casas em loteamento no Bairro Jardim do Cedro

Serão beneficiados atingidos pela enchente de setembro do ano passado. Também foi aprovada homenagem a Roberto Lucchese. Essa foi a primeira sessão sem transmissão ao vivo na internet por conta do período eleitoral


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Sessão da Câmara de Vereadores de Lajeado desta terça-feira (9) (Foto: Gabriela Hautrive)

Na primeira sessão da Câmara de Vereadores de Lajeado sem transmissão ao vivo na internet, através dos canais oficiais do legislativo, por conta do período eleitoral, dois projetos que já estavam na pauta voltaram para o debate nesta terça-feira (9). Um deles é o que libera a construção de 55 casas em um novo loteamento no Bairro Jardim do Cedro, para pessoas que perderam suas residências na enchente de setembro do ano passado. A proposta contou com 13 votos favoráveis, um contra, do vereador Márcio Dal Cin (MDB) e uma abstenção de Eder Spohr (MDB).

A proposta autoriza uma permuta entre a Prefeitura de Lajeado e a empresa Lyall Construtora e Incorporadora. O projeto permite que a Lyall faça os serviços de terraplanagem e preparação dos terrenos para a construção das casas no chamado “Loteamento Calamidade”. Em troca, a Lyall recebe um terreno, que é a extensão do Parque Linear Engenho, no Bairro São Cristóvão. As casas serão construídas com recursos do Governo Federal, e a prefeitura arca com os custos de pavimentação, calçada, rede pluvial, energia e esgoto.

O projeto teve a votação adiada em duas oportunidades. Na primeira delas, o principal ponto da discussão foi uma emenda oral sugerida pela bancada do MDB a respeito da largura das ruas que terão no loteamento. A proposta aponta ruas de dez metros, já os vereadores sugeriram 14 metros. Porém, a mudança geraria impactos no que já foi aprovado na Caixa Econômica Federal. Já na semana passada, a votação não teve andamento por um pedido de vista do vereador Márcio Dal Cin (MDB) que disse ter dúvidas sobre as metragens informadas no projeto e no mapa real da área, que segundo ele, os números não fechavam.

Após a aprovação nesta terça-feira, dois vereadores se manifestaram sobre o projeto. Sérgio Kniphoff (PT) disse que o projeto modifica uma proposta que já havia sido aprovada no final do ano passado. “Ele muda a empresa que faria uma obra no parque e vai fazer a obra de planejamento para o Minha Casa, Minha Vida. Esse projeto está sendo protegido. Se vier só assim, teria sido aprovado e vem pra discussão. Mas houve sim a tentativa de seduzir os vereadores, mandando o mapa do loteamento que vai ser feito. Só que no mapa, que não compete a nós avaliar os loteamentos, isso é coisa do poder executivo, consta algumas irregularidades”, relatou.

Dal Cin também voltou a falar sobre o projeto, dizendo que a prefeitura quer aprovar uma coisa, mas manda outra para a Câmara. “Como é habitual, eles mandam uma planilha que não é correta, eles têm dificuldade em calcular, em números, em somar e diminuir. Embora eu tenha certeza que é importante a cedência lá no Bairro São Cristóvão, o projeto vem carregado de erros. Infelizmente, é assim que o executivo trata as coisas aqui em Lajeado, com erros, com falta de informações, com falta de projeto. Enfim, eu vou votar contra esse projeto”, destacou.

Foto: Gabriela Hautrive

Homenagem para Roberto Lucchese

Outro projeto que tramitava há bastante tempo e foi aprovado por todos os vereadores, foi o que concede o título de Cidadão Lajeadense Benemérito a Roberto Lucchese, da construtora Lyall pela reconstrução da Ponte de Ferro, que teve parte levada pela enchente. O vereador Deolí Gräff (PP) destacou a coragem do empresário em fazer a obra acontecer. “Muitos falavam que aquilo era impossível para ele construir, mas ele foi lá e fez. O líder, ele sabe comandar a equipe, e ele fez isso. Na empresa que ele faz parte, é diretor, ele se mostra um empreendedor”, destacou.

Já o suplente, Marcelo Xavier do Amaral (MDB), que está no lugar de Carlos Eduardo Ranzi, do mesmo partido, falou que a ação de Lucchese serve de exemplo para o poder executivo. “Claro que no curto espaço de tempo, uma obra pública não poderia ser executada, mas a gente como liderança, como autoridade, a gente pode fazer um planejamento. A gente tem poucas saídas, tem uma ponte, uma única ponte que vai para Arroio do Meio”, destacou. Outros vereadores também se manifestaram e parabenizaram o empresário pela ação em parceria com outras empresas.

Foto: Gabriela Hautrive

70 anos do CTG Bento Gonçalves

O aniversário de 70 anos do CTG Bento Gonçalves também foi tema na sessão, com uso da tribuna livre pela patroa Marilda Dorneles de Oliveira. A entidade foi fundada em 12 de julho de 1954. Marilda citou que a primeira sede foi no antigo prédio da Rádio Independente, primeiro em um galpão improvisado, e assim evoluindo para a história que possui atualmente.

Patroa Marilda Dorneles de Oliveira (Foto: Gabriela Hautrive)

“Bento Gonçalves foi o primeiro Centro de Tradições Gaúchas do Vale do Taquari. Temos a marca registrada na história do tradicionalismo desta região fazendo um intenso trabalho social de valorização e resgate da cultura gaúcha. Muitas tertúlias, de muitos fandangos, rodeios e atividades voltadas ao amor pelas nossas tradições. Estou aqui para honrar o nosso passado e preservar os autênticos valores tradicionalistas desta região. Que é nossa herança coletiva e que deve ser repassada aos que virão depois de nós, porque quem não cultiva suas raízes, quem não preserva os valores básicos e princípios herdados, corre o risco de perder-se ao léu no rodeio dos ventos da vida”, destacou.

Pavimentação comunitária

Com acordo de lideranças das bancadas dos partidos, e por pedido do líder de governo, Isidoro Fornari Neto (PP), foi aprovado o projeto de lei que autoriza a pavimentação comunitária na Rua Henrique Eckert do lado pertencente ao município de Cruzeiro do Sul, com participação de Lajeado. A rua faz divisa entre os dois municípios e a Prefeitura de Cruzeiro participará do custeio da obra.

O vereador Deolí Gräff (PP) destacou a importância da obra por fazer a ligação da ERS-130 com o Parque de Rodeios, mas ressaltou que poderia ser a pavimentação completa da via e não apenas parte dela, com os 400 metros citados no projeto.

Texto: Gabriela Hautrive
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