Caminhoneiro de Lajeado que caiu em ponte e ficou submerso com veiculo em SP faz rifa para custear despesas

“Quando ele afundou e eu fiquei debaixo d’água, a primeira coisa que veio na minha cabeça é morrer afogado”, recorda Leandro Dias


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Foto: Portal Notícias Colômbia / Divulgação

O lajeadense Leandro Dias, de 42 anos, está organizando uma rifa para poder custear as despesas de um acidente no interior de São Paulo. No último dia 17 de março, ele se envolveu em um acidente de trânsito em Candiota. Na ocasião, Dias conduzia um caminhão Scania, carregado com alimentos enlatados. Quando atravessava a ponte Gumercindo Penteado, o condutor perdeu o controle da direção, colidiu contra a grade de proteção da estrutura e caiu no Rio Grande, ficando submerso. O veículo despencou de uma altura de aproximadamente 8 metros, e o caminhoneiro foi resgatado por pescadores e levado até a margem, com ferimentos leves.


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Dias explica que a cabeceira da ponte é mais alta, e alguma coisa deve ter quebrado ou se soltado do veículo. “Quando eu cheguei mais ou menos na metade da ponte, eu perdi o controle, o volante não obedeceu mais. Ele puxou para um lado e eu tentei puxar para o outro e não teve mais como voltar. Eu tentei segurar no freio e não voltou mais”, detalha.

Leandro Dias, de 42 anos, trabalha como motorista de caminhão há 15 anos (Foto: Arquivo pessoal)

“Tu fica surpreso, está andando normal e, de repente, o caminhão não te obedece mais”, diz, sobre a sensação.

“Quando ele afundou e eu fiquei debaixo d’água, a primeira coisa que veio na minha cabeça é morrer afogado. Ainda bem que não era tão fundo o rio, porque se fosse tão fundo, eu não teria conseguido sair, não ia dar tempo”, acredita. “Quando eu cai, eu tava de cinto. Graças a Deus que eu consegui tirar”, agradece. “Meu Deus do céu, que desespero quando estava caindo”, afirma.

O motorista, que já tem 15 anos de estrada e jamais tinha se envolvido em um acidente, garante que não estava em alta velocidade. “Eu entrei bem devagar na ponte.”

Ponte de onde o caminhão caiu, em Candiota, no interior de São Paulo (Foto: Portal Notícias Colômbia / Divulgação)

A carreta não tinha seguro, e era da empresa em que o motorista é agregado. “O ‘cavalo’, como ele era meu, eu tenho seguro. O problema maior é a carreta. A carreta não tinha seguro. Como eu presto serviço, eu sou agregado na Nutritec, a carreta não tinha minha, porque não era minha. E eles também não fazem seguro”, explica.

Agora, Dias terá que custear as despesas, que giram em torno de R$ 80 a 100 mil. “Como o seguro era só do ‘cavalo’, todas as despesas da carreta eu vou ter que pagar. O guincho, remoção, tudo da parte da carreta sobrou pra mim”, conta.

Então surgiu a ideia da rifa, que está sendo organizado por ele e sua esposa, Rosi. O casal busca empresas parceiras para destinar ao ganhador das rifas. O contato com Leandro e Rosi pode ser feito pelos números (51) 9 9853-7808 ou (51) 9 8184-9207.

Quem quiser fazer doação pode ser feita para uma conta do Banco do Brasil (Agência 139-2, Conta 77464-2).

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