Campanha busca auxiliar tratamento de lajeadense diagnosticado com tumor na cabeça

Além do emprego formal durante o dia, esposa assumiu funções que o marido realizava durante a madrugada


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Família reside no Bairro Conventos, em Lajeado (Foto: Arquivo Pessoal)

A descoberta de um tumor da cabeça transformou a rotina de Geovane Souza da Silva (42). Desde o início do mês de fevereiro, o morador do Bairro Conventos, em Lajeado, estava internado no Hospital Bruno Born. Nesta terça-feira (15), a família vive a expectativa que ele possa ganhar alta hospitalar. No entanto, corre contra o tempo para que o pai e esposo possa ter condições de dar sequência ao tratamento em casa.

Segundo a mulher dele, Vanilce da Silva Vargas, o diagnóstico aconteceu no dia 10 de fevereiro, de forma repentina. “Ele não apresentava nenhum sintoma e vinha trabalhando normalmente. No dia anterior ele ainda trabalhou a noite toda e na quinta-feira (10), quando chegou em casa pela manhã, já estava meio desorientado. Eu fiz alguns questionamentos e meu marido não conseguia mais falar”, lembra.


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Geovane passou por um procedimento cirúrgico no dia 15 de fevereiro e permaneceu por 12 dias na UTI. Agora, ainda terá que realizar atendimentos com fonoaudióloga e fisioterapeuta para recuperar a fala e os movimentos. “Hoje ele se encontra com muita dificuldade de fala, quase não consegue pronunciar as palavras. Para conversarmos, nós precisamos falar em sílabas para que ele repita e a gente consiga entender o que quer dizer. O lado direito do corpo está paralisado, pois a parte do tumor atingiu a parte frontal esquerda”, explica Vanilce.

A campanha criada por meio do site Vakinha On-line busca arrecadar o valor de R$ 15 mil. Conforme a esposa, a quantia será utilizada para realizar adaptações necessárias no imóvel que a família reside. “A casa é pequena e hoje temos apenas um cômodo. Antes da descoberta da doença a gente até já tinha iniciado um aumento na parte de trás, só que com o diagnóstico nós tivemos que parar a obra. Nestes cômodos inacabados seria o local mais fácil para ter acesso com o Geovane, pois não tem escadas”, relata.

Card: Divulgação

Vanilce lembra também que a principal renda para o sustento dos três filhos – de 8, 11 e 13 anos – vinha do trabalho de Geovane. Com a descoberta da doença, ela assumiu as funções que ele exercia na sua empresa de monitoramento. “Hoje eu faço monitoramento durante a noite nos locais que ele atendia e trabalho no meu emprego durante o dia. Então o tempo de sono se reduziu a uma ou duas horas por noite, mas se faz necessário. Eu não tenho escolha, não posso decidir parar, até porque não seria respeitoso com os clientes que ele construiu com o tempo”, conclui.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br

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