Canoas informa não ter remédios para entubações em UTI


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Foto: Ricardo Giusti

A Prefeitura de Canoas comunicou nesta quinta-feira ao governo do Estado que não há possibilidade de a rede municipal receber novas internações em leitos de UTI, reguladas pela Secretaria Estadual da Saúde, devido ao baixo estoque de medicamentos e analgésicos essenciais para tratamento de pacientes. “Não há medicamentos para manter o paciente internado, ministrar oxigênio e para mantê-lo em coma induzido”, frisou o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter.

“Há atrasos de fornecedores com a entrega dos medicamentos pela falta no mercado em geral. Não são medicamentos que se compram em farmácias, são mais específicos. Até agora, contamos com a rede de solidariedade criada entre os municípios. Esteio nos doou alguns insumos, Nova Bréscia nos doou ampolas e assim estamos sobrevivendo dia a dia”, esclareceu.

Ritter disse que a prefeitura já acionou o Ministério Público Estadual e o MP Federal em razão do baixo estoque de produtos essenciais. “Precisamos de providências urgentes. Já interrompemos as cirurgias e agora fomos obrigados a não receber mais pacientes em UTI.” Nesta semana, a Ufrgs repassou para Canoas 800 frascos de medicamentos essenciais. A cidade é referência em atendimentos para 156 municípios gaúchos.

Conforme a Secretaria Estadual da Saúde (SES), a compra desses medicamentos sempre foi a cargo dos hospitais, mas informou que neste momento de pandemia foi verificada uma falta generalizada no país. O Estado esclarece que fez há mais de dez dias levantamento de estoque do chamado kit entubação com todos os hospitais que fazem parte do Plano de Contingência Hospitalar e enviou para Canoas e para o Ministério da Saúde. Esta pasta está tratando da compra emergencial, visto que esse é um procedimento a cargos dos hospitais.

A secretária estadual, Arita Bergmann, está sugerindo ao Ministério da Saúde que compre os medicamentos e distribua aos estados. A SES ainda informou que, no caso de Canoas, com o eventual bloqueio dos leitos, a Central de Regulação Estadual de Leitos deve buscar os disponíveis nos outros hospitais.  “O Estado segue tentando ajudar os hospitais.”

Fonte: Correio do Povo

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