Canudos do Vale se despede de Geraldina Lazaretti, vítima de chacina em Porto Alegre

Idosa de 81 anos era sogra do autor dos disparos, Octávio Driemeyer Júnior; velório e enterro ocorreu na comunidade Rui Barbosa


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Velório de Geraldina Lazaretti ocorreu em Canudos do Vale (Foto: Caroline Silva)

Canudos do Vale se despediu na tarde desta quinta-feira (28) de Geraldina Lazaretti, 81 anos. A idosa era uma das cinco pessoas da mesma família que foram assassinadas em uma chacina nesta quarta-feira (27), em um sobrado de luxo, em Porto Alegre.

O velório e enterro ocorreu na comunidade Rui Barbosa. Seu Otamar Calliari era amigo de infância da vítima e de seu esposo, que havia falecido há cerca de uma semana, em decorrência de câncer. Ele conta que, embora o casal tivesse ido morar na capital, mantinham uma boa relação e contato frequente. “Vivemos juntos na infância, éramos vizinhos e depois que ela foi para Porto Alegre foi como uma mãe pra todos nós. Eles nos acolhiam de coração aberto”, conta.

Seu Otamar lembra que, no último sábado (23), ocorreu o velório de Aldino Lazaretti, esposo de Geraldina, na comunidade Rui Barbosa, em Canudos do Vale, e que o autor dos disparos, Octávio Driemeyer Júnior, esteve presente. “No sábado ele me abraçou e me agradeceu pelo apoio. Ele participava bastante de festas da comunidade. Ninguém imaginava, não temos palavras para dizer o que aconteceu, era uma pessoa que agradava todo mundo”, lamenta.

O filho de seu Otamar, Evandro Calliari, fala que era amigo da infância de Lisandra Lazaretti Driemeyer, de 45 anos, esposa do autor da chacina, e uma das vítimas. “Nos criamos juntos, eles vinham muito para cá quando eram mais novos e a gente convivia muito com eles. A relação deles era ótima, era uma família perfeita e completa. A gente não sabe o que aconteceu”, comenta.

Além de dona Geraldina, outra vítima também era da região, a mãe de Octávio, Delci Driemeyer, de 79 anos, era natural de Westfália e foi sepultada nesta quinta. O filho do casal, filho Enzo Lazaretti Driemeyer, de 14 anos, também foi morto com disparos de arma de fogo. Somente uma pessoa que estava na casa conseguiu escapar, a empregada da casa, que é irmã de Geraldina, e conforme a comunidade de Rui Barbosa, está em estado de choque.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

 

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