Capital da Índia ordena inquérito judicial após estupro e assassinato de menina de 9 anos

Segundo a polícia, a menina foi morta após ir buscar água em um crematório perto de sua casa


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Manifestantes com os olhos vendados participam de um protesto em Nova Deli, na Índia, em solidariedade às vítimas de estupros e em oposição à violência contra a mulher em 2019 (Foto: Adnan Abidi/Reuters)

O ministro-chefe da capital da Índia, Nova Délhi, ordenou nesta quarta-feira (4) um inquérito conduzido por um juiz depois que uma menina de nove anos foi supostamente estuprada e assassinada, o que gerou dias de protestos e um novo debate acerca do problema da violência sexual no país.

A polícia alegou que a menina foi morta após ir buscar água em um crematório perto de sua casa em uma área de acantonamento da cidade, no domingo. Sua família disse à mídia que os criminosos cremaram seu corpo contra a vontade deles.

Quatro homens foram presos envolvidos no assassinato da garota, disse Ingit Pratap Singh, um importante policial do sudoeste da capital onde o suposto crime ocorreu.

Os quatro indivíduos são acusados ​​de estupro, assassinato e intimidação criminosa, disse o policial. Os acusados não estavam disponíveis para comentar e a Reuters não conseguiu determinar se eles contrataram advogados.

Centenas de pessoas têm protestado desde o incidente, bloqueando estradas e exigindo responsabilização pela morte.

Arvind Kejriwal, chefe do governo provincial de Délhi, que também lidera um partido de oposição, solicitou uma revisão judicial do caso.

Ele não explicou por que ordenou a revisão, mas pediu que o governo central aja contra o crime e um líder da oposição pediu justiça para a menina.

“Os melhores advogados serão contratados para punir os culpados”, disse Kejriwal no Twitter.

Caso de 2012

A segurança de mulheres e meninas tem sido uma questão política importante na Índia desde o estupro coletivo e assassinato de uma estudante de 23 anos em um ônibus em Délhi, em 2012, que chocou o mundo.

Mais de 32 mil estupros foram registrados na Índia em 2019, de acordo com dados mais recentes do governo –quase quatro por hora– embora especialistas digam que esses números são provavelmente muito conservadores devido ao estigma envolvido.

Fonte: G1

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