Carnes caras e alternativas


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Foto: Divulgação

Saiu a pesquisa mensal da cesta básica (Jornal Informativo) e vem comprovar o que todos já sentem muito no bolso. A carne encareceu, mas não só ela, os demais componentes da mesa também. E a inflação oficial é de 0,53%? Como aposentado as minhas contas não fecham.

A produção de carne e grãos do Brasil a cada mês vem batendo o recorde de exportação na quantidade e valores. E lembro que predomina a venda de matéria prima, pouco é exportado com mais agregação de valores. A demanda por proteína mundialmente cresce e nosso principal comprador China tem lá seus problemas e precisa comprar para um bilhão de pessoas. Fora outros parceiros. As regiões produtoras de nosso país sofreram com a seca e agora a safrinha com o frio prejudicando o milho e feijão. E só pode mudar no fim da próxima safra.

A importação também vai encontrar problemas na Argentina, EUA e Canadá que tiveram problemas climáticos. O valor do dólar tem favorecido a exportação, mas não para os consumidores internos. Portanto, não vejo preços mais baixos a curto prazo. E ainda que poucos falam, nós importamos medicamentos, fertilizantes, agrotóxicos, peças, equipamentos, sementes, matrizes e tantas outros componentes de produção em dólar.

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Nossos combustíveis, energia elétrica, gás, veículos de carga todos tiverem preços e manutenção elevados e duvido que irão voltar aos patamares anteriores. Enfim, o custo de produção de forma geral se elevou no Brasil também em decorrência da pandemia que tem levado a culpa de tudo. Custo acreditar, há muita especulação nisso tudo. Vamos ganhar de qualquer jeito.

O que fazer? Reclamar é só? Precisamos mudar de atitude, de hábitos. É complicado? É. Mas pode ser feito por cada um de sua maneira.

Os churrascos de finais de semana e ou ainda alguns do meio da semana da carpeta e futebol estão perdendo espaço. A conta de kg de carne por pessoa logo será 250 gramas por pessoa. Com a disparada da carne de gado, as aves e suínos já ganharam espaço, e cada vez maior. Aumenta a demanda e vem o preço junto. O negócio é diminuir a demanda. Outras carnes são possíveis. Temos os peixes das feiras de peixe vivo ou pescada na taipa. A carne de búfalo de boa qualidade pede passagem. Ovelha, cabrito, engorda do machinho leiteiro são boas alternativas da pequena propriedade. Sei de “urbanos” com amigos e parentes no interior engordando em sociedade. Abatendo para seu consumo.

Outras aves comerciais como peru é só no Natal. Pato, marreco, coelho, podem ser oportunidades de mercado. Criador de codorna com finalidade de ovos vendem o descarte para consumo. Não sei como está isto. São nichos para ser organizado. Alguns problemas de abate legalizado são verdade. Mas, para consumo na propriedade é de pensar.

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Outra mudança é na elaboração de pratos, novas receitas com a diminuição de uso de carnes. A internet e as nutricionistas estão cheias de boas sugestões. Dei uma olhada na carne moída (farelo e boi) que era quebra galho, também está pela hora da morte, como dizem. Num site são 64 pratos diferentes com o uso dela e alguns me pareceu apetitosos.

Arroz com linguiça vai perder algumas pernas. O carreteiro de sobra de churrasco só cresce. A tradicional massa com sardinha vem ganhando espaço. No inverno, qualquer sobra de corte de carnes se transforma em sopas, caldos e risotos. Abusar de frutas e hortaliças da época diminui o custo final. Tem a opção vegetariana etc. Tudo bem. Escolham o caminho.

Ser criativo neste momento vai nos ajudar um pouco. Já que as contas dos reajustes dos salários não acompanham a inflação. Mas só para dar uma cutucada na política, que não é minha área, mas mexe no meu bolso sim. Reservar R$5,7 bilhões para propaganda eleitoral no ano que vem. Desculpem a má educação, vão comer pastel sem carne.

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