Casa de Cultura de Lajeado recebe exposição alusiva aos 197 anos da imigração alemã no Estado

Ao som de músicas alemãs, cantadas por Paulo Arenhaldt, a exposição foi aberta oficialmente nesta quarta-feira (7), durante uma cerimônia singela


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Até o dia 30 de julho, a comunidade poderá prestigiar a Exposição de 197 anos da Imigração Alemã no Rio Grande do Sul na Casa de Cultura. Ao som de músicas alemãs, cantadas por Paulo Arenhaldt, a exposição foi aberta oficialmente nesta quarta-feira (7), durante uma cerimônia singela.

O evento contou com a presença do Secretário de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Carlos Reckziegel, integrantes do Centro de Cultura Alemã, pessoas da comunidade e servidores municipais.

Idealizada pelo Centro de Cultura Alemã, a mostra busca homenagear os imigrantes alemães e proporcionar uma reflexão sobre a importância do povo alemão na construção e no desenvolvimento das cidades, como é o caso de Lajeado, que está alicerçada na colonização alemã. É o que conta Marguit Wojahn, integrante do Centro de Cultura Alemã.

“Os primeiros imigrantes alemães passaram por muitas dificuldades quando chegaram aqui no Estado. Sofreram várias perdas e tiveram problemas de saúde. Mesmo assim, eles lutaram, trabalharam com muita coragem e fé. Transformaram terras novas em cidades. Devemos muito a essa gente. Essa exposição é uma forma que temos de homenageá-los por tudo que fizeram e conquistaram”, disse Marguit.

No espaço, a comunidade pode vivenciar e conhecer mais sobre a cultura alemã por meio de móveis e objetos que remetem ao cotidiano das famílias alemãs. Além disso, também é possível conferir a exposição do jogo Eisstocksport, fotos da gravação do filme “A Paixão de Jacobina” e peças teatrais, bem como trajes típicos e demais curiosidades do povo alemão, que chegou ao Rio Grande do Sul em julho de 1824, no município de São Leopoldo.

Durante sua fala, Carlos Reckziegel recordou o início da colonização alemã em Lajeado. “Os primeiros imigrantes alemães chegaram na Colônia de Conventos em meados de 1855, onde hoje é situado o bairro Carneiros. Na época, eles compraram alguns lotes do Antônio Fialho de Vargas e, aos poucos, começaram a desbravar as terras da nossa cidade e contribuíram na formação de comunidades, como escolas e igrejas. Temos muitas coisas bacanas para mostrar desse povo”, ressaltou Carlos.

O anúncio da exposição chamou a atenção de Renê Alievi Schierholt (75), que prestigiou o espaço assim que inaugurado. “Achei linda a exposição. Eu e o meu marido, o professor Schierholt, costumamos participar de eventos como esse. Embora eu não tenha descendência alemã, me interesso muito por causa das histórias do meu marido”, contou Renê. AI/VM


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