Casais homossexuais se casam por app na China

Na China, apenas os casados podem adotar uma criança ou ter acesso à reprodução assistida, por exemplo.


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Foto: Aly Song/Reuters

Os casais LGBT chineses estão cansados de esperar a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em um país de moral conservadora. Decidiram, portanto, confiar na internet para que seu relacionamento seja reconhecido.

A ideia de uma união entre duas pessoas do mesmo sexo ganhou adeptos nos últimos anos na China, principalmente entre os jovens, mas ainda não é o suficiente para ser aceita por toda a sociedade.

Na China, apenas os casados podem adotar uma criança, ter acesso à reprodução assistida ou compartilhar a escritura de uma propriedade.

A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo foi uma das principais pautas sugeridas no ano passado pela opinião pública quando os deputados pediram ideias para a elaboração do primeiro Código Civil chinês.

No entanto, a votação e publicação no mês passado de um texto foi um balde de água fria para a comunidade LGBT: o casamento foi claramente definido como “a união entre um homem e uma mulher”.

A China descriminalizou a homossexualidade em 1997 e em 2001 deixou de classificá-la como “doença mental”.

Mas, embora a causa LGBT tenha ganhado visibilidade nos últimos anos, especialmente na imprensa, o assunto raramente é abordado na televisão ou nos filmes.

Os casais chineses do mesmo sexo que desejam ter um filho se veem obrigados a viajar para o exterior para ter acesso à reprodução assistida ou uma barriga de aluguel.

Contudo, os valores morais estão mudando lentamente.

O novo Código Civil contém uma cláusula que mantém a esperança de uma melhor proteção para os casais de mesmo sexo: autoriza o proprietário de um bem a conceder a uma pessoa o direito de morar nele pelo resto de sua vida.

Fonte: G1

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