Caso João Alberto: o que se sabe um ano depois do assassinato em supermercado de Porto Alegre

Seis pessoas são rés por homicídio triplamente qualificado com dolo eventual;justiça realiza audiências de instrução do caso


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João Alberto Silveira Freitas (Foto: Reprodução)

Completa um ano, nesta sexta-feira (19), da morte de João Alberto Silveira Freitas, homem negro espancado em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre. O caso, que provocou o indiciamento e a denúncia de seis pessoas por homicídio triplamente qualificado, tramita em segredo de Justiça.

Atualmente, dois seguranças estão presos, enquanto quatro funcionários do supermercado aguardam o julgamento em liberdade. Veja abaixo o que dizem as defesas.

Entre novembro e dezembro deste ano, o 2º Juízo da 2ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre promove audiências de instrução do caso. Nessa etapa, o tribunal ouve testemunhas, acusados, peritos e outras pessoas a fim de colher provas orais.

Essas seis pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado com dolo eventual (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima). A promotoria incluiu ainda o racismo como forma da qualificação por motivo torpe.

“É um caso de abordagem em estabelecimento comercial com abuso no emprego da violência precedido de uma situação de vigilância extremada, de um comportamento que não está justificado pelos fatos ocorridos no dia”, diz o promotor André Martinez.

O Carrefour afirma que adotou medidas de combate ao racismo, com a implementação de um novo sistema de segurança, com o fim da terceirização e a contratação de agentes próprios, o treinamento dos profissionais, o uso de câmeras nos uniformes e critérios de diversidade para compor o efetivo das lojas.

A empresa diz ter aplicado R$ 115 milhões em ações firmadas pelo termo de ajustamento de conduta junto às autoridades, além de um Fundo Antirracista de R$ 29 milhões.
“Essa tragédia em Porto Alegre trouxe para a gente grandes aprendizados”, afirma Claudionor Alves, diretor de Segurança Corporativa do Carrefour.

A viúva de João Alberto, Milena Alves, foi indenizada pela empresa em valor não divulgado, mas superior R$ 1 milhão. A empresa pagou outras oito indenizações aos demais familiares, entre eles o pai, filhos e a enteada de João Alberto.

Já a empresa Vector, terceirizada responsável pela segurança do estabelecimento na época, assinou um termo de ajustamento de conduta, no qual se compromete a adotar medidas internas e externas de combate ao racismo.

Fonte: G1

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