Caso Kiss: “Se comprassem as espumas certas, não teria pego fogo”, afirma a promotora em réplica do Ministério Público

Após o fim da réplica, que deve acontecer por volta das 12h, o júri terá uma pausa para o almoço, retornando às 13h30, momento em que se dá início a tréplica por parte da defesa dos réus


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Foto: Caroline Silva

Por volta das 11h10 desta sexta-feira (10) teve início a segunda parte da réplica solicitada pelo Ministério Público ao presidente do júri, juiz Orlando Faccini Neto, no julgamento do caso da Boate Kiss, tragédia ocorrida em 27 de janeiro 2013 em Santa Maria, que causou a morte de 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos.

Nesta segunda parte, tomou a palavra a promotora de Justiça, Lúcia Callegaro. Em sua fala, a promotora seguiu criticando a postura da defesa dos réus, pois segundo ela, “quando se tem argumentos, se ataca aqueles que têm a postura de acusar. Por isso atacam as instituições que trabalham. Lúcia ainda afirmou que “quando a gente incomoda, não se quer dar espaço para falar. Temos quatro responsáveis aqui. Esta que é a verdade”.

Lucia ainda apresentou um documento do fabricante da espuma instalada na boate Kiss, que mostra especificações técnicas. No documento ainda constava “perigo à saúde” e “alto risco de toxidade”. Mostrando os papeis, a promotora foi rude: “Se comprassem as espumas certas, não teria pego fogo.”

Ainda na primeira parte da réplica, o promotor Davi Medina defendeu sua tese de que o crime se trata de um dolo eventual, ou seja, com intenção de matar, e não homicídio culposo, pois segundo ele, os réus não tiveram cautelas, sabiam dos riscos e do uso de pirotecnia, além do local superlotado, e mesmo assim agiram de forma imprudente no dia 27 de janeiro de 2013, data da tragédia da boate Kiss.

Após o fim da réplica, que deve acontecer por volta das 12h desta sexta, o júri terá uma pausa para o almoço, retornando às 13h30, momento em que se dá início a tréplica por parte da defesa dos réus. O fim dos debates está programado para às 15h30, momento em que os jurados serão convidados para ir até a sala secreta com o presidente do júri, juiz Orlando Faccini Neto. Por fim, caberá ao juiz dar o veredito final.

Texto: Vinicius Mallmann
regional@independente.com.br

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