Caso Saudades: pais devem ‘abrir os olhos’ para adolescentes silenciosos, diz psicóloga

Segundo Renata Camargo, as crises são normais na adolescência. Ela pontua que pais devem impor limites e transmitir orientações para uma boa formação do indivíduo


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Psicóloga Renata Camargo (Foto: Rodrigo Gallas)

Ao abordar o caso Saudades, em que um jovem de 18 anos matou três bebês e duas educadoras na creche Aquarela, a psicóloga Renata Camargo destaca o dever de os pais impor limites aos jovens, orientações para uma boa formação do indivíduo e “abrir os olhos” para adolescentes silenciosos, pois o normal nesta faixa etária de transição é passar por crises.

“Os adolescentes que estão silenciosos, que estão sem dar muito sinal e estão trancados num quarto em frente a um computador, não estão se desenvolvendo bem. Essa é uma questão que precisamos abrir os olhos.”


ouça a entrevista

 


 

Em entrevista ao programa Panorama, na manhã desta sexta-feira (7), a psicóloga, com doutorado em adolescência, observa a importância de atentar para o comportamento dos jovens. “Quando a gente enxerga uma história de bullying, de não conseguir ir nas aulas, porque estava com um travamento emocional importante, uma história de maus tratos com animais, como nós adultos precisamos estar de olhos abertos para conseguir enxergar como nossos adolescentes estão se desenvolvendo neste mundo que está tão difícil pra eles.”

Segundo Renata, os adolescente tem habilidades automáticas de desenvolvimento e habilidade que só são desenvolvidas se forem incentivadas, como autonomia, consideração com o outro, pró-atividade, capacidade de lidar e construir um futuro, capacidade de trabalhar entendendo que é uma obrigação e não um fardo, e capacidade de construir uma relação afetiva.

Para a psicóloga, o limite é orientador e formador de personalidade. “O processo da adolescência é de sofrimento, pois tem muitas tarefas de amadurecimento, mas eles precisam passar por isso.”

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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