Casos de animais mortos deixados em cemitérios de Lajeado serão registrados na Delegacia de Polícia

Situação mais recente foi registrada nesta quarta-feira (22). Responsável pelos Cemitérios Municipais de Lajeado diz que “é um problema recorrente”


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Duas bacias grandes, com galinhas mortas dentro, foram deixadas em uma das entradas do Cemitério Municipal (Foto: Gabriela Hautrive)

Situações com animais que são sacrificados e deixados nos cemitérios municipais de Lajeado passarão a ser registradas na Delegacia de Polícia. Conforme o responsável pelos locais, André Martinelli, essa é mais uma medida adotada para tentar resolver um problema que é recorrente na cidade. “A gente vai partir para esse lado de registro de boletim, já que a iluminação não adianta, uma tentativa de conscientização não adianta”, pondera. Segundo ele, o depósito de animais mortos e oferendas é uma demanda que não fica restrita apenas ao local e sim em ruas e outros pontos do município.


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O caso mais recente foi registrado na manhã desta quarta-feira (22) no Cemitério Municipal do Bairro Florestal, em que duas bacias grandes, com galinhas mortas dentro, foram deixadas em uma das entradas do local. Os resídios de flores, vasos e demais itens são recolhidos pela equipe responsável, o que gera maior transtorno mesmo, conforme Martinelli, são os animais mortos. “Eventualmente são depositados ali nos finais de semana, nas sextas-feiras, a gente passa um dois dias sem ir até o cemitério e quando chega a segunda-feira existe essa denúncia e a gente se depara com isso e inclusive é um problema de saúde pública”, diz.

Responsável pelos Cemitérios Municipais de Lajeado, André Martinelli (Foto: Gabriela Hautrive)

O responsável relata que pessoas que fazem esse tipo de ação estão cometendo um crime. “Então daqui a pouco teremos que partir para uma outra forma que seria uma investigação criminal”, reforça. Martinelli também relata que essas atividades não são executadas por centros de religiões afro-brasileiras. “Eles têm todo um local específico, inclusive eles mesmo acham que essas situações estão denegrindo a imagem dos centros, então talvez sejam pessoas individuais, me parece ultimamente que são provenientes do mesmo lugar porque são muito parecidas”. O responsável reforça que a crítica não é em relação às religiões. “O que a gente é contra é o depósito em via e locais públicos porque daí tu começa a ferir a liberdade do outro”.

O processo de retirada dos animais mortos é feito através do Centro de Controle de Zoonoses e Vetores da prefeitura, como explica Martinelli. “Esse pessoal faz o recolhimento, não só no cemitério, mas também na via pública quando existe algum animal morto, alguma carcaça. Assim que temos o conhecimento, fizemos um pedido e prontamente eles vão lá e recolhem os animais”. O profissional diz que a situação, além de gerar transtornos para as equipes, também gera prejuízos para sociedade, então pede para que as pessoas que realizam esse tipo de serviço se conscientizem e não larguem mais os animais mortos em locais e vias públicas.

Texto: Gabriela Hautrive
reportagem@independente.com.br

 

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