Cerca de 35% dos diagnósticos de HIV realizados no Serviço de Assistência Especializada em Lajeado são considerados tardios

Nessa situação, o estado de saúde dos pacientes é mais frágil e suscetível a doenças como tuberculose, pneumonias e infecções repetitivas, que se aproveitam da baixa imunidade para se manifestarem


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Foto: Ilustrativa / Divulgação

Cerca de 35% dos diagnósticos de HIV realizados no Serviço de Assistência Especializada (SAE) em Lajeado são considerados tardios. Nessa situação, o estado de saúde dos pacientes é mais frágil e suscetível a doenças como tuberculose, pneumonias e infecções repetitivas, que se aproveitam da baixa imunidade para se manifestarem. “Quanto mais cedo tiver o diagnóstico, menos prejudicial para a saúde do paciente”, reforça a enfermeira responsável pelo SAE em Doenças Sexualmente Transmissíveis, Candida Mabel Câmara de Paoli.

De acordo com ela, há uma proporção semelhante entre homens e mulheres que testam positivo, com um índice um pouco maior para eles. Já a idade tem baixado: se antes era 35 anos a média, agora tem ficado entre 24 e 34 anos o maior número.

As informações foram apresentadas no Redação no Ar desta segunda-feira (8). Se os números são preocupantes, pelo menos o avanço da medicina tem dado melhores perspectivas: o HIV é uma doença de perfil crônico, porém o paciente pode conviver bem com o quadro, desde que faça o acompanhamento especializado e tome as medicações contínuas, fornecidas pelo SUS.

Desde 1999 em Lajeado, o Serviço de Assistência Especializada é referência para 27 municípios do Vale do Taquari. Ao logo dessa trajetória, 2,2 mil pacientes foram cadastrados. Desses, 1.150 permanecem ativos (parte se mudou para outras regiões, uma fração acabou falecendo e outra abandonou o tratamento).

Além do HIV, o SAE é referência para Lajeado em matéria de hepatites virais, tuberculose e demais doenças infecciosas.

O serviço está em novo endereço, na Rua Pinheiro Machado, 640, esquina com a Rua João Abott, no Centro de Lajeado. No dia 29 de abril foi feita a mudança, devido à antiga sede ter sido atingida pelas enchentes de setembro e novembro – e no evento de maio, o endereço também voltou a ser inundado.

“Não foi uma tarefa fácil encontrar um imóvel capaz de acomodar um serviço de saúde, mas a gente teve muita sorte porque a gente fez a mudança e começamos a atender no dia 29 de abril, um dia antes de estourar todas as chuvas que ocorreram naquele período. Foi sorte mesmo. A água foi até o telhado da antiga sede nessa última enchente de maio”, explica Candida de Paoli.

Enfermeira responsável pelo SAE, Candida Mabel Câmara de Paoli (Foto: Tiago Silva)

Em setembro, as equipes que atuam no SAE conseguiram tirar medicamentos e prontuários médicos, e ergueram móveis e materiais de apoio. Mesmo assim, houve perdas. Fato que levou a essa mudança para um lugar mais seguro.

“Um alívio, né, porque a gente sabe o quanto foi difícil. Quantos serviços de saúde foram pegos de surpresa com a enchente”, comenta a enfermeira. “Perder essas informações é muito triste, tanto para a população como para quem trabalha. A gente tem um apego, um cuidado muito grande com essas informações”, destaca, sobre registros de saúde dos pacientes e usuários.

Saiba mais

O Serviço de Assistência Especializada (SAE) funciona das 7h às 16h em Lajeado, sem fechar ao meio-dia. Conta com um ambiente amplo e acessibilidade.

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