Centro de Formação de Agricultores de Teutônia conclui primeira turma de produção de morango em substrato 

Turma de 50 agricultores familiares recebeu o diploma


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Foto: Divulgação

Formada por 50 agricultores familiares, a primeira turma do Curso de Produção de Morango em Substrato realizado na modalidade Ensino a Distância (EAD) foi oficialmente concluída na última semana, dia 12 de maio. Uma das mais populares capacitações promovidas pelo Centro de Formação de Agricultores de Teutônia (Certa), a atividade iniciada no dia 14 de abril teve de ser toda realizada em formato virtual, como forma de se adaptar aos tempos em que as exigências sanitárias relativas à pandemia de Covid-19 obrigam as pessoas a se distanciar socialmente e a reduzir aglomerações. 

Mesmo com as adaptações, o coordenador do Certa e extensionista da Emater/RS-Ascar, Maicon Berwanger, acredita que a experiência alcançou resultados satisfatórios para todos, especialmente pela ampla participação dos envolvidos. Por meio da plataforma Moodle, os cursistas puderam acompanhar os vídeos de cada um dos quatro módulos, que foram complementados por cinco lives de “tira dúvidas”. “O que percebemos é que houve uma quebra de paradigmas, especialmente no que diz respeito ao uso de ferramentas tecnológicas”, avalia Berwanger. 

Bastante interativa, a qualificação permitiu trocas de experiências e de estratégias entre agricultores de forma facilitada, o que prova que o acesso à internet também passa a ser mais representativo no meio rural, o que dá conta de uma mudança de realidade. “O que se constata é que há uma forte demanda e que este pode ser um formato que veio para ficar”, opina. “Não é que não haja desafios, mas a possibilidade de assistir aos conteúdos em outros horários ou no turno da noite, foi o tipo de logística que facilitou a adaptação dos envolvidos”, observa ainda o coordenador. 

Discutindo todas as etapas da cadeia produtiva, a capacitação permitiu um olhar amplo a respeito do cultivo do morango, atendendo desde produtores menos experientes, até aqueles que já lidam com a fruta há anos. Outro ponto de destaque foi a vivência prática dos próprios instrutores, todos eles extensionistas da Emater/RS-Ascar, que atua em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). “E mesmo após o curso, a ação da extensão segue com trocas de informações via whats, em grupos que se configuram como amplos fóruns sobre o cultivo”, lembra Berwanger. 

Para a produtora Sandra Schons, de General Câmara, o curso online representou uma grande oportunidade de qualificação. Mesmo com experiência de mais de 20 anos envolvida com o cultivo da fruta – atualmente são três mil pés plantados em estufas na propriedade em que mora com o marido e duas filhas -, a agricultora salienta a importância de observar detalhes relativos à adubação do solo, ao sistema de plantio e ao controle de pragas e de doenças podem fazer toda a diferença. “O morango é uma cultura frágil, que exige atenção permanente”, argumenta. 

Sandra também destaca a possibilidade de acessar novamente os vídeos e de poder contar com apostilas, como alguns diferenciais. “Tenho duas filhas (gêmeas) de sete anos e dificilmente conseguiria ficar uma semana inteira longe de casa”, comenta. O gerente regional da Emater/RS-Ascar Marcelo Brandoli complementa, afirmando que a participação não apenas de mulheres, mas também de jovens agricultores, dá conta do caráter democrático da qualificação, que terá uma nova turma já fechada a partir da próxima quarta-feira (26). “É um curso que supre uma demanda ‘reprimida’”, finaliza. AI/VM

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