“Chamas que tinham praticamente o dobro da altura dos pavilhões”, diz comandante dos bombeiros sobre Florestal Alimentos

Trabalho de combate ao incêndio e levantamentos no prédio duraram mais de 30h, com 22 profissionais envolvidos e 8 mil m² de área atingida


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Incêndio começou em um pavilhão de 6 mil m² (Foto: Corpo de Bombeiros de Lajeado / Divulgação)

Mais de 30 horas de trabalho divididas entre 22 profissionais de quatro corporações, em uma força-tarefa árdua com 8 mil metros² de área afetada. Esse foi o resumo do serviço realizado pelos bombeiros que atuaram no combate às chamas na Fábrica da Florestal Alimentos. O local foi atingido pelo fogo por volta das 2h45 da madrugada de domingo (19) e as atividades totalmente finalizadas às 8h de segunda-feira (20), sendo que o fogo no prédio principal foi combatido 13 horas depois. Porém, o serviço continuou com ações de fiscalização e levantamentos das estruturas afetadas. Nenhuma pessoa ficou ferida, apenas danos materiais foram registrados.


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Conforme o comandante do Corpo de Bombeiros de Lajeado, tenente Fausto Althaus, além dos profissionais do quartel local, foi preciso reforço de outras três cidades da região. Lajeado e Estrela fizeram o combate inicial, mas devido à gravidade e amplitude dos pavilhões, foi acionado o Corpo de Bombeiros de Venâncio Aires, além da corporação de Encantado que ficou responsável pelos demais atendimentos em Lajeado.

“Foi um trabalho bastante árduo, posterior recebi várias imagens de pessoas que passavam pelo local, com chamas que tinham praticamente o dobro da altura dos pavilhões, mas o combate inicial foi muito bem tecnicamente com nossos dois Auto Bomba Tanque com canhões (modelo dos caminhões) que conseguiam jogar água sobre o telhado que já estava colapsado”, explica.

Comandante do Corpo de Bombeiros de Lajeado, tenente Fausto Althaus (Foto: Gabriela Hautrive)

Até por volta das 6h do domingo, o pavilhão de 6 mil metros², onde começou o fogo, estava com a situação controlada, relata o comandante. “Em menos de três horas já havíamos eliminado o incêndio, ficando com pequenos focos e fazendo o rescaldo, até porque tinha muita glicose, bala e produtos. Então, as chamas ficam incandescentes em baixo, mas não havendo mais risco.”

Porém, logo depois os profissionais constataram que as chamas haviam se espalhado para o prédio administrativo da empresa, iniciando um novo combate. “Nós não tínhamos visibilidade, ele é bonito, mas é um prédio todo espelhado com vidros azuis, e nós só fomos perceber que o incêndio havia passado pela área de isolamento quando começou a sair fumaça pelas portas de baixo”, conta.

Trabalhos de combate às chamas, rescaldo e vistorias duraram cerca de 30h (Foto: Corpo de Bombeiros de Lajeado / Divulgação)

A partir de então, os bombeiros tiveram dificuldades para combater o incêndio devido à quantidade de fumaça e obstáculos gerados por questões estruturais do prédio e também o material de borracha presente no piso do local. “É muito complexo fazer a eliminação total das chamas que ficam por baixo das estruturas”, conta o comandante.

Althaus diz que não é possível afirmar o que deu início ao fogo. “A princípio, pelas pessoas que nos acionaram, foi um dano elétrico, alguma coisa que gerou o incêndio no pavilhão central”, relata. Para o combate foram utilizados cinco auto bombas tanque, dois auto tanque; 200 mil litros de água; 200 litros de Liquido Gerador de Espuma (LGE) após ser constatado que o piso era de material sintético, similar a plástico e 18 cilindros de ar respirável, sendo que desses, dez foram recarregados em terminal de carga rápida.

Horas depois do início do fogo, chamas se espalharam pela estrutura administrativa da empresa (Foto: Corpo de Bombeiros de Lajeado / Divulgação)

Depois de concluído o processo de combate ao incêndio, o comandante diz que o trabalho continuou com vistorias, sendo que algumas áreas precisaram ser isoladas. “Percorremos toda a empresa, fizemos levantamentos fotográficos, constatações e passamos a entrega do prédio, que havia encerrado o incêndio, informando as áreas colapsadas, dos materiais que caíram e partes que existe grande risco de vir a baixo”, explica.

Saiba mais

Após o incêndio, o diretor da Florestal Alimentos, Mauricio Weiand, afirmou em entrevista para Rádio Independente que nenhum funcionário será demitido. Já um funcionário da empresa passou mal ao chegar na Florestal Alimentos e vê-la chamas.

 

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