Chegada do frio intensifica procura por agasalhos no Centro Vestir e Ser, em Lajeado

Local tem atendido 47 famílias de baixa renda por semana


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O Centro de Referência Vestir e Ser de Lajeado tem registrado um aumento na demanda por agasalhos com a intensificação do frio. O local é responsável por receber as roupas, cobertas e travesseiros que são doados pela comunidade e empresários e, posteriormente, repassadas para as famílias de baixa renda.

Segundo a coordenadora do Centro de Referência, Manuela Ferreira da Costa, durante o ano são atendidas 35 famílias por semana. Agora, com a chegada do inverno, este número subiu para 47. Nas segundas-feiras os integrantes fazem o agendamento de um horário e a retiradas dos agasalhos ocorrem sempre nas quartas.


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“O Centro vem para oferecer um serviço qualificado no atendimento destas famílias de baixa renda, que tem esta necessidade de adquirir os agasalhos. Então hoje, com a ajuda da comunidade e de empresários, recebemos todas as sextas-feiras uma quantidade considerável de roupas e itens de cama”, explica.

Segundo ela, com a implantação do Centro, a prefeitura não tem mais realizado campanhas de doação. Com isso, o espaço fica aberto nas sextas-feiras com atendimento exclusivo para aqueles que querem realizar doações. “Por muitos anos as campanhas do agasalho serviam como descarte de roupas. Hoje nós, enquanto serviço público, não podemos fazer este descarte. Então já pedimos que a comunidade nos tragam este material filtrado. Aqui ainda fizemos mais uma triagem e, aquilo que não tem saída, devolvemos para o doador”, destaca Manuela.

Manuela Ferreira da Costa, coordenadora do Centro de Referência (Foto: Artur Dullius)

Ainda de acordo com ela, os agasalhos e calçados masculinos e infantis, as cobertas e os travesseiros são os que tradicionalmente possuem menor quantidade de peças disponíveis. Cada família pode retirar 10 peças de agasalho por pessoa inscrita no Cadastro Único. Além disso, é necessário manter uma frequência mínima de dois meses entre uma retirada e outra.

“Também é feito um trabalho de conscientização. Daqui a pouco uma família com cinco integrantes retira 50 peças em um mês. Em dois meses ela volta e pega mais um número grande de itens. Então é fundamental trabalhar a importância do cuidado com estes agasalhos e se realmente existe essa necessidade. Nós mesmos não adquirimos roupas de dois em dois meses.”

Centro também oportuniza cursos profissionalizantes de corte e costura para as famílias de baixa renda (Foto: Artur Dullius)

Curso profissionalizante

Além de gerenciar o recebimento e a doação de agasalhos, o Centro também oportuniza cursos profissionalizantes de corte e costura para as famílias de baixa renda. A capacitação acontece de forma gratuita, nas segundas, terças e quintas-feiras. Atualmente, cerca de 30 pessoas já participam das atividades, desenvolvidas em parceria com o Instituto BRF e a empresa Andreia Feine.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br


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