Choro solidário

"Um amigo conseguiu emprego esta semana, em plena crise. Já estava meses desempregado. Fiquei feliz por ele. Por outro lado, já tive alguns conhecidos que perderam seus empregos e nem sabem o que fazer."


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Choro solidário

Tenho conversado com amigos e conhecidos pelas redes sociais e aplicativos de contato e conhecido histórias impressionantes neste momento de pandemia. Os relatos positivos são motivo de vibração. Um amigo conseguiu emprego esta semana, em plena crise. Já estava meses desempregado. Fiquei feliz por ele. Por outro lado, já tive alguns conhecidos que perderam seus empregos e nem sabem o que fazer. Tem o relato de quem fechou o salão de cabeleireiro por não ter condições de manter o aluguel; o que não sabe se conseguirá manter a empresa por muito tempo e talvez tenha que demitir seus 50 funcionários; os amigos músicos, DJs, organizadores de eventos que estão sem renda; o pedreiro que ficou sem obra; o jardineiro e a diarista que trabalham em vários locais e estão tendo cancelamentos de trabalho. Sem falar naqueles que estão com muito medo do que o futuro a eles reserva. Meu choro é de solidariedade a milhões nestas condições. Momento triste.


Sem cobrança

Meus dois filhos estão com aulas on line. Dentro do possível, tenho dado atenção e ajudado no processo de aprendizado. Mas sem uma grande cobrança no desempenho. Para que o ensino seja efetivo e de resultado a presença do professor é fundamental. Aos pais cabe o incentivo e a cobrança da realização. Mas sempre com cautela e entendendo que eles estão sofrendo muito com o isolamento.


Não será como antes

Consumir por consumir sai de moda, morar perto do trabalho, atuar mais no coletivo com colegas de empresas, ou vizinhos do bairro. A Covid-19 vai rever valores e mudar hábitos da sociedade. Porque uma coisa é certa: o mundo não será como antes, conforme alerta o biólogo Átila Iamarino. Para ele, mudanças que o mundo levaria décadas para passar, que a gente levaria muito tempo para implementar voluntariamente, a gente está tendo que implementar no susto, em questão de meses. Tudo tem sido aprendizado.

Curtas

  • Prefeito Marcelo Caumo disse em entrevista de que Lajeado tem testado maior número de pessoas em relação a outras cidades. Salientou de que trabalha com clareza e não esconde números, mesmo sendo negativos neste momento.
  • A queda nas corridas com taxistas na região chega a 70%. O levantamento é do sindicato da categoria.
  • Liderança do PT, com quem conversei ontem, garante que o vereador Sérgio Kinphoff será o candidato a vice de Márcia Scherer, do MDB, na eleição deste ano.
  • O total de pessoas que venceram o coronavírus ultrapassou a marca de um milhão nesta semana. No Brasil foram quase 40 mil, 86%, média acima do mundo, que chegou a 81%.
  • A redução de jornada nos frigoríficos e o controle de aglomeração na frente das empresas poderia evitar o avanço dos casos. O fechamento total é uma medida extrema, mas talvez inevitável neste momento.
  • Futuristas dizem que o coronavírus funciona como um acelerador. A pandemia antecipa mudanças que já estavam em curso, como o trabalho remoto, a educação a distância, a busca por sustentabilidade e a cobrança, por parte da sociedade, para que sejamos mais responsáveis do ponto de vista social.

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