Cinemas gaúchos já perderam R$ 140 milhões na pandemia

Empresas do setor aguardam as autorizações dos municípios para começar o retorno das sessões.


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Depois de sete meses fechadas como parte das medidas para conter a pandemia de Covid-19, as salas de cinema no Rio Grande do Sul já foram autorizadas a funcionar. Após a publicação no sábado (10) do decreto do governo do Estado que libera as atividades das salas cinematográficas, as empresas do setor aguardam as autorizações dos municípios para começar o retorno das sessões. Em Porto Alegre, o tema deve ser discutido ainda nesta terça-feira (13) pelo Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus da prefeitura municipal.

No entanto, mesmo com o retorno das atividades, a situação do setor é preocupante. Segundo a Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec), em todo o Brasil, é estimada, neste ano, uma perda 70% na receita de bilheteria em 2020 em relação a 2020. No passado, as salas de cinema de todo o País registraram 177 milhões de expectadores, e tiveram um faturamento de R$ 2,8 bilhões). “Dessa forma, esperamos que vamos perder 125 milhões de expectadores e R$ 2 bilhões em receita por causa da pandemia”, afirma Ricardo Difini Leite, presidente da Feneec.

No Rio Grande do Sul, segundo Difini, a perda estimada das exibidoras de filmes é de R$ 140 milhões. O dirigente da Feneec lembra que existem 192 salas de cinema em 32 municípios gaúchos. Apenas em Porto Alegre são 71 salas. A sobrevivência de várias delas, depois de sete meses de fechamento, é uma dúvida. “O Brasil tem um mercado de exibição bem capilarizado, com várias empresas de pequeno porte, algumas com apenas uma sala. Ainda não sabemos quais vão conseguir retomar atividades”, comenta Difini.

Segundo o decreto do governo, as sessões de cinema estão liberadas nas cidades de regiões com bandeira laranja (risco epidemiológico médio) ou amarela (risco epidemiológico baixo) no distanciamento controlado há pelo menos duas semanas consecutivas. Além disso, as sessões só podem acontecer naqueles municípios que já autorizaram o retorno das atividades presenciais em instituições de ensino e nas escolas infantis municipais.

Conforme protocolos de segurança estabelecidos pelo governo gaúcho para o retorno das atividades, está permitido o funcionamento com 30% do público e distância de um metro entre as poltronas. A cada poltrona ocupada, duas adjacentes serão bloqueadas para uso. Haverá exceção apenas para pessoas que possuem a mesma convivência domiciliar, que poderão sentar juntas, mas lado de cada grupo também haverá o bloqueio de duas poltronas.

A autorização para o consumo de alimentos e bebidas pode variar, conforme as recomendações sanitárias. Os pontos de vendas de ingressos serão intercalados, e os cinemas terão adesivos de chão marcando os locais em que clientes terão que ficar para fazer as compras dos bilhetes.

No intervalo de cada sessão haverá a higienização e descontaminação da sala. Nos cinemas da rede GNC, que pertencem a Ricardo Difini Leite, esse processo será realizado através de pulverização de produtos desinfectantes por névoa. “Devido a essa necessidade de maior limpeza os intervalos das sessões serão maiores, elas serão reduzidas. Devemos ter apenas três sessões por sala, ao invés de quatro, como costuma acontecer”, explica Difini.

Segundo o presidente da Feneec, apesar das distribuidoras terem adiado o lançamento de diversos filmes, devido à falta de público, o público poderá contar com títulos novos assim que as atividades forem retomadas. “No dia 22 de outubro, por exemplo, está prevista a estreia do Novos Mutantes, da Disney, e no dia 29 está programado Tenet, da Warner. Se agilizarem as aberturas, podemos estrear esses filmes no Rio Grande do Sul nas suas datas esperadas”, afirma.

Fonte: Jornal do Comércio/Marcelo Beledeli

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