Cláudio Klein analisa eficácia e escolha de grupos de risco para vacinação contra a Covid-19

Médico e secretário da Saúde de Lajeado discute inclusão de grupos étnicos na frente de professores nos critérios para vacinação.


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Cláudio Klein em participação no programa Acorda Rio Grande (Foto: Tiago Silva)

O médico pneumologista e secretário de Saúde de Lajeado, Cláudio Klein, participou nesta quarta-feira (3) do programa Acorda Rio Grande. Ele abordou os critérios para definição dos grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19 e também sobre a segurança dos imunizantes. Klein reconhece que, em função da pandemia, muitas discussões técnicas se deram com base em conjecturas devido à falta de informações precisas sobre a doença. Os profissionais de saúde e cientistas tiveram que atuar muitas vezes por suas experiências observacionais.


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O médico diz que a definição dos grupos que receberiam as doses primeiro foi feita pelo Ministério da Saúde levando em conta outras campanhas, especialmente a da gripe, na questão dos grupos de risco. Klein diz que a imunização de grupos étnicos (indígenas e quilombolas) primeiro não tem explicação epidemiológica. Ele analisa que a ideia partiu de uma proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) de proteção a grupos minoritários e que têm menores condições econômicas, assim como moradores de rua e detentos no sistema carcerário.

O pneumologista diz que, em relação à Covid-19, a justificativa para vacinar índios primeiro é frágil. No Sul, argumenta, não foram registrados volume importante de casos entre esses povos. E no Norte do país, há dificuldade de se acessar esses grupos localizados em regiões distantes. “Se estão em região distante, não estão expostos à Covid”, Klein usa a lógica.

O profissional destaca a segurança das vacinas. Conforme ele, com base nos estudos, se torna fácil fazer essa medição. “Pelos dados que a gente tem, parece que não tivemos nenhum tipo de problema”, observa. Conforme ele, se houvesse um efeito colateral, teria sido notado logo.

Klein faz uma ressalva quanto às vacinas da Moderna e da Pfizer, que merecem uma atenção especial, pois se utilizam de uma tecnologia nunca usada em humanos. “Há uma dúvida sobre a área reprodutiva”, explica, sobre a possibilidade de ter uma interferência.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

1 comentário

  1. Que culpa eu tenho não ser índio ou quilombola ????? Sou branco e trabalhador e também tenho os mesmos direitos. Independente de tudo, somos todos seres humanos, ou não ???? Abro mão da minha vacina por outros motivos… tipo: idosos, trabalhadores na área de saúde, segurança, educação, mas não por raça, ideologia, cor e etc…. Vamos respeitar a todos, ou ninguém será respeitado !!!!

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