Codevat pede alterações no cronograma de obras previsto para estradas do Vale que devem ser concedidas

Luciano Moresco pede que governo do Estado inicie as obras de duplicação por trecho da ERS-130 considerado o mais crítico


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Foto: Ilustrativa

O presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Luciano Moresco, avaliou os planos do Governo do Estado para a concessão de rodovias à iniciativa privada. As estradas que passam pela região estão dentro do Bloco 2, com mais de 400 quilômetros de extensão, de Venâncio Aires até Erechim, passando por Lajeado, Encantado, Marau e Passo Fundo, entre outras cidades lindeiras.


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Na última terça-feira (8), um estudo prévio elaborado pelo governo gaúcho com o BNDES foi apresentado à região pelo secretário extraordinário de Parcerias, Leonardo Busatto, e técnicos da pasta. Conforme Moresco, a ideia é que 75% dos trechos sejam duplicados no período de concessão, de 30 anos. O presidente do Codevat defende que as obras comecem pelos trechos mais críticos e com maior tráfego de veículos.

Luciano Moresco (Foto: Divulgação)

O conselho regional fez consultas prévias com municípios. Foi apontado ao Governo do Estado que o trecho entre a rótula da BRF em Lajeado até a chegada em Arroio do Meio é o mais saturado, com vários pontos de congestionamento.

“Para a nossa surpresa, esse trecho, o pior de todos no sentido de fluxo, está previsto para a duplicação a partir do décimo ano de concessão”, lamenta Moresco. Para ele, algum técnico “se passou” ou então o estudo foi realizado “a partir de São Paulo”, desconhecendo a realidade local.

Alertados, os técnicos do governo prometeram ajustes. “Não há como se pensar em novas concessões, em áreas a serem duplicadas que não se comece pelo pior trecho e onde não se flui mais, onde está saturado”, destaca o presidente do Codevat.

Pedágios

Luciano Moresco reconhece que, com a concessão, praças de pedágio serão realidade nas rodovias da região. Ele comemora, pelo menos, que no leilão do Bloco 1 de rodovias, realizado em dezembro de 2020, o valor da tarifa ficou abaixo do esperado pelo governo.

O presidente do Codevat adianta que a região se coloca contra o sistema híbrido de contratos que o governo gaúcho pretende. Esse modelo considera para determinar o vencedor dos leilões a tarifa mais baixa e a outorga.

Na prática, as concessionárias terão que repassar um valor para que o governo invista em obras de infraestrutura rodoviária que podem, inclusive, não ser da região. “Nós não aceitaremos isso, lutaremos até onde for necessário para superar isso”, garante Moresco, para quem os recursos arrecadados em rodovias do Vale têm que ser reinvestidos na região.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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