O Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), realizou assembleia geral na tarde desta sexta-feira (5). O encontro ocorreu na Univates, e contou com a presença de representantes de todo o Vale do Taquari. Na oportunidade, a presidente do conselho, Cíntia Agostini apresentou e pôs em discussão, um esboço da minuta do edital de licitação para o pedagiamento da BR-386, proposto pelo Governo Federal.

A nova modelagem é fruto da pressão local por um novo contrato, que atenda demandas urgentes da região, como a imediata duplicação da rodovia, no trecho entre Lajeado e Iraí.


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Dentre as adaptações, estão a unificação da tarifa de pedágio (R$ 7,80), nas oito praças a serem instaladas na BR-386 ( uma na BR-448, duas na BR-290 e cinco na BR-386); início da duplicação da BR-386 entre Lajeado e Marques de Souza entre o 3º e o 4º ano de concessão; realocação de trecho pedagiado em Santa Catarina para dois pontos nas BR’s 448 E 386; extensão da duplicação da BR-386 em 47 km até Sarandi; exclusão da construção da 5ª faixa na Freeway; reestudo sobre a localização de postos de pesagem de veículos, e de construção de diversas obras de melhorias nas faixas de domínio da rodovia, ao longo da área abrangida pelas praças de pedágio.

Após a apresentação, foi aberto espaço para a manifestação dos presentes. Empresários do ramo de transporte, reafirmaram posição contrária ao pedágio. Porém, lideranças políticas apresentaram opiniões divergentes. O vice-prefeito de Taquari, André Brito, defendeu a retirada da BR-386 do plano de concessão. “A população não pode arcar com mais este imposto, sob pretexto da duplicação, que na verdade, é uma obrigação do Governo Federal”.

O vereador Sérgio Rambo (PT) de Lajeado, sugeriu um plebiscito regional, para saber a opinião da população sobre o pedágio.

O presidente da Câmara de Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC-VT), Ito Lanius, disse que o pedagiamento ainda não é questão fechada. “Ainda não estou convencido deste modelo de pedágio. Sou a favor da concessão, desde que o Governo Federal participe, pelo menos, com a metade dos recursos necessários para as obras de melhorias. Isso poderia diminuir o preço da tarifa”, comentou.

O presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) e prefeito de Estrela, Carlos Rafael Mallmann, sugeriu esgotar todas as possibilidades, antes de decidir pela exclusão da BR-386 do plano de concessões. “Se depois que for concluído o edital e não ficar de acordo com os anseios locais, ai poderemos nos mobilizar, até com manifestações de bloqueio de rodovia. Mas antes, preferível ir até o final”.

O tema volta a ser discutido no dia 11 de maio, em reunião grupo de trabalho local, em Porto Alegre. LF

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