“Coerentes”: Secretário defende vetos do prefeito a emendas da Câmara ao novo Plano Diretor de Lajeado

Das 47 emendas que a Câmara havia protocolado, 44 foram votadas e aprovadas. Destas, 12 foram vetadas pelo prefeito Marcelo Caumo.


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Secretário Giancarlo Bervian (Foto: Rodrigo Gallas)

O prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, vetou 12 das 44 emendas apresentadas pelos vereadores ao novo plano diretor de Lajeado, votado pela Casa em 4 de agosto. O secretário de Planejamento e Urbanismo de Lajeado, Giancarlo Bervian, ressalta que a maior parte das emendas são viáveis e somam ao projeto original da prefeitura. Agora, é aguardada nova apreciação dos vereadores, momento em que eles vão confirmar ou derrubar os vetos do prefeito.


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Conforme explica Bervian, a grande maioria dos vetos foram realizados em função de os técnicos da administração municipal entenderem que havia duplicação de informações nas emendas, pontos que já constavam em outros dispositivos do plano diretor.

O Executivo busca conversa com os proponentes sobre as emendas barradas. “Os vetos foram muito coerentes, no meu ponto de vista”, afirma o secretário. “Desses 12 vetos, acredito que ficaram dois mais difíceis de serem tratados”, observa. “No final das contas, o resultado para os proponentes, para a prefeitura e à comunidade, todos acabam ganhando”, pontua o secretário.

Um trecho que gera divergência na Câmara e a prefeitura quer manter é a questão do zoneamento. No projeto da administração municipal, uma área, a Z3, permite os chamados terrenos populares de 20m x 10m. A ideia dos vereadores é extender a permissão por toda a cidade. O secretário explica que a Z3 é espalhada, permite em vários lugares e tem o mérito de criar um equilíbrio no território de Lajeado.

Bervian destaca que o projeto definiu cinco zonas de construção (o que se pode fazer em cada zona, para um crescimento ordenado da cidade) e mais duas, industrial e especiais. Foi definida uma flexibilização para mais construções no Bairro São Cristóvão.

Nas avenidas Alberto Pasqualini e Alberto Müller, haverá índices maiores, para construções planejadas. Na visão do titular do secretário de Planejamento e Urbanismo, as modificações convergem residências e comércio, e propiciam aos moradores não precisarem ir toda vez ao centro para terem acessos a bens de consumo e serviços.

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