Com 300 curtidas, ações e relações, o algoritmo sabe mais sobre você do que o cônjuge, afirma consultor de mídias

Especialista em mídias sociais e marketing fala sobre dados, propagandas e fake news em plataformas digitais.


0
Foto: Tiago Silva

O especialista em mídias sociais e marketing digital Maico Eckert falou sobre redes sociais, fake news e campanhas eleitorais nas plataformas digitais em entrevista no programa Troca de Ideias desta segunda-feira (28). Conforme ele, o Facebook, por exemplo, foi criado por uma rede de colegas e amigos na universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e não tinha essa pretensão publicitária que adquiriu atualmente. “Era uma rede para a interação social”, observa.


ouça a entrevista

 


“Em 2011, ele começa a ensaiar os primeiros passos na mídia paga e transforma os perfis em fan page, diferenciando o que é uma página dos perfis pessoais”, explica.
“Hoje o Facebook precisa ter essas remunerações financeiras para manter as suas estruturas, estruturas de tecnologia e segurança, não muito diferente como o próprio Google”, analisa.

Conforme ele, essas estruturas, baseadas em algoritmos de analise e previsões, fazem com que as plataformas reúnam grande quantidade de informações de seus usuários. “300 curtidas, 300 ações e relações dentro da plataforma são necessários para que o algoritmo saiba mais de ti do que o teu cônjuge, inclusive te dando a capacidade de prever comportamentos teus, porque ele analisa não só o que ocorre dentro da rede, como fora dele”, detalha Eckert, ao falar da codificação instalada nos aparelhos utilizados para o acesso.

Fake news e eleições

Maico Eckert afirma que as notícias falsas (fake news) são um fenômeno extremamente complexo de ser combatido, pois não se trata da veracidade, e sim do quanto aquela informação te representa. “Porque quanto mais fala a mim, mais eu tenho propensão de espalhar”, destaca. Por isso ele indica que o leitor analise a informação, confira a fonte e cheque a sua veracidade antes de compartilhar.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui