Com 62 casos de dengue confirmados, Lajeado inicia pulverização de inseticida contra o Aedes

O início é programado para esta terça-feira (15), no Bairro Florestal em direção ao Bairro Moinhos


0
Foto: Governo do RS / Divulgação

A Prefeitura de Lajeado alinha com a vigilância estadual estratégias para evitar a disseminação da dengue no município. Uma das medidas é a aspersão de um produto aerosol com um veículo. O início é programado para esta terça-feira (15), a partir das 18h, no Bairro Florestal em direção ao Bairro Moinhos. Segundo o secretário municipal da Saúde, Cláudio Klein, junto com o Bairro Bom Pastor, estes são os bairros com o maior número de casos de dengue notificados em Lajeado.

A pulverização do veneno ocorre por meio de um veículo para este fim. Ele tem uma bomba na parte de trás, e o aerosol precisa atingir o mosquito transmissor em voo para ser eficaz, detalha o secretário. A prefeitura planeja fazer essa aplicação nos locais de maior risco.

Não há risco para os seres humanos. Inclusive, é solicitado aos moradores dos bairros que deixem suas portas abertas quando o veículo passar aplicado o veneno. A contraindicação é para a apicultura. Por isso será feito o contato e orientação prévia aos criadores de abelha.

Até a tarde desta terça-feira (15), Lajeado tinha 457 casos notificados de dengue, 29 descartados e 62 confirmados. Conforme o secretário, a vigilância municipal faz o acompanhamento, e desde o ano passado, com os surtos em Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Bom Retiro do Sul, o sinal de alerta foi ligado.

Klein ressalta que foi feito um trabalho durante o inverno passado para eliminar os focos do Aedes aegypti. No entanto, os índices atuais surpreendem, admite. “Muitos ovos do mosquito ainda do ano passado”, pontua. “Possivelmente, tivemos esse desenvolvimento em inúmeros bairros. Não é localizado”, analisa.

Entre os sintomas, a dengue causa fraqueza, dores articulares, de cabeça, nos olhos, perda de apetite e de peso. Klein explica que não há tratamento específico para o vírus, nem vacina adotada pelo Ministério da Saúde — só em nível de teste. Conforme o secretário, a dengue tem proporção menor de contágio, mas riscos equivalentes à covid-19. Ela tem quatro variantes, sendo a mais grave a hemorrágica.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui