Com a chegada do inverno e alta no preço do gás, dispara a venda de fogão a lenha

Nilo Cortez fala sobre as variações e preços de fogões no mercado que ganham um novo espaço à cozinha


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Foto: Divulgação

Com o frio e a elevação do preço do gás dispara a venda de fogão a lenha. Desde o ano passado tem lojas que quase dobraram a venda. E a variação de tipos e preços de fogões no mercado deram um novo espaço à cozinha. Fora os fogões campeiros construídos artesanalmente em outros espaços.

A lenha é a fonte de energia mais antiga que temos e nos acompanha desde as cavernas.
No Brasil o consumo de lenha como energia corresponde a 10% da matriz energética. Muito usada em caldeiras, fornos, aquecimento de água, termelétricas, fabricação de briquetes, carvão vegetal, cavacos, nosso churrasco e tantas outras utilizações. Ainda cerca de 40% da lenha é transformada em carvão. O consumo de 29% acontece em residências e nas indústrias 23% entre elas bebidas, cerâmicas, papel e celulose.

A “Empresa de Pesquisa Energética” vinculada ao Ministério de Minas e Energia, fundada em 2004, tem trabalho de pesquisa realizado com o consumo de lenha muito interessante. Mesmo com as deficiências estatísticas e baseado em dados do IBGE traz boas informações para quem atua no setor. Está disponível na internet.

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Entre os dados pesquisados, uma família de 8 pessoas consumiria cerca de 2 m³ de lenha por mês para todo tipo de uso. Lógico mais no inverno que no verão. Entre nós a lenha mais consumida é o eucalipto, acácia este ainda mais regional. Lenha de mata nativa só em casos especiais proveniente de cortes legalizados. Quase sempre de aberturas de estradas, passagem de rede elétrica ou de obras de valor social. E devidamente legalizadas pelos órgãos de licenciamento ambiental. Temos ainda o nó de pinho (pacote 10kg R$45,00) que é cantado no solo e não de derrubada de pinheiro.

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Levando em consideração valores médios, um hectare de acácia produz cerca de 23 a 30 m³ de lenha. Cada m³ peça de 500 a 600 kg de lenha seca, o que daria em torno de 55 pacotes de 10kg. A venda na rua e no mercado tem variações de R$14,00 até R$22,50 o pacote. Ou R$350,00 o m³ rachado. A entrada de rachadores de lenha no mercado veio também facilitar o “rachamento” de lenha antes feito só a machado. A lenha empilhada na lavoura tem variações de R$90,00 e R$110,00 o m³. O carvão de acácia é comercializado por R$1,15kg. Ainda temos quem comercializa a lenha em talhas 80/85 pedaços.

O eucalipto é vendido um pouco menos: R$220,00 o m³ rachado. Há comércio de lenha de laranjeira para defumação R$35,00 pacote de 8kg. (OBS: há variação grande de preços e tamanho do pedaço cortado de 20 cm a 35 cm)

Outro fator importante é o poder calorífico da lenha. A lenha comum em média tem 3600 kcal/kg. O briquete fabricado com serragem e sobras de serrarias e marcenarias sob pressão tem 4515 kcal/kg. Precisa de 7m³ para produzir uma tonelada. E o carvão é o mais eficiente com 6500 kcal/kg.

A lenha proveniente de árvores maduras e secas tem mais rendimento que plantas de meio de ciclo. Exemplifico com a acácia o corte de árvores de 4/5 anos ou de varas de eucaliptos tem menos poder de calor que uma acácia de 8 anos que morreu em pé. Ou de um eucalipto de 15/20 anos. Um bom fornecedor e a fidelização ajudam na compra de lenha de qualidade.

Por Nilo Cortez

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