Com aprovação da Câmara, prefeitura de Lajeado vai permitir parcelamento do IPTU em até oito vezes

Para quem optar pagar  à vista o prazo será até o dia 26 de abril sem acréscimo; cerca de 12 mil contribuintes devem ser beneficiados


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Câmara aprovou PL do executivo que permite parcelamento do IPTU (Foto: reprodução/facebook)

Por sugestão do líder de governo Mozart Lopes (PP) o Projeto de Lei (PL) do executivo, que permite parcelamento do IPTU em até oito vezes, foi colocado em votação na sessão da Câmara de Lajeado desta terça (30). O PL não constava na ordem do dia, e foi votado por acordo dos líderes de bancada. A proposta foi aprovada pelos partidos.

Desta forma, o IPTU poderá ser pago até o vencimento no dia 26 de abril, de uma só vez, sem desconto ou acréscimos, podendo também ser parcelados em até oito vezes, sem acréscimos ou juros, em parcelas iguais, mensais e consecutivas, vencendo a primeira no dia 10 de maio. Estima-se que cerca de 12 mil contribuintes sejam beneficiados.

O vereador Sérgio Kniphoff (PT) observou que o município poderia ampliar o número de parcelas de oito para 12 e disse que não vê grandes prejuízos para o executivo com este beneficio. “Penso que o juros que se perde é pequeno, acho que não é uma punição para quem antecipou o pagamento, quem já pagou tinha esse recurso e que bom que estava bem economicamente. Penso que o executivo poderia pensar numa prorrogação maior, de oito para 12”, sugere.

Heitor Hoppe (PP) elogiou o governo municipal pelo PL e disse que vai aumentar a receita do município. “Acho que é uma demonstração do executivo de estar ajudando o contribuinte. Sempre fui contrario de mudança de regras no decorrer do jogo, mas é uma situação atípica, e com certeza isso vai aumentar a receita do município. Esse parcelamento vem em boa hora”, avalia.

Estagiários

Cerca de 61 estagiários da Secretaria Municipal de Educação de Lajeado tiveram seus contratos suspensos. O grupo entregou um abaixo-assinado nesta terça-feira direcionado ao prefeito Marcelo Caumo e a secretária da pasta, Vera Plain. Isso foi assunto na sessão.

O vereador Jones Vavá (MDB) disse que foi procurado pelos estudantes e pede que a secretaria reveja a situação. “A gente foi procurado pelo grupo de estagiários e queremos que retomem, ao menos, o diálogo com esta classe. Esse estágio pagaria seus cursos e investiria em seus futuros. Peço que a secretaria de educação reveja essa situação. Seria muito errado termos mais uma categoria desassistida”, comenta

Carlos Eduardo Ranzi (MDB) também comentou sobre a situação. Conforme ele, esta não é a forma de reduzir custos. “A prefeitura vai quebrar se continuar com eles ali? É a única fonte de renda deles e que serve, inclusive, para custear a faculdade. Não dá para simplesmente chegar e dizer ‘isso é um centro de custo’”, reflete.

Em contrapartida, Mozart Lopes justificou. O líder de governo disse que os estagiários não foram demitidos. “Os estagiários não foram demitidos, eles foram suspensos e esse prazo de suspensão será alongado. No momento se diminuiu o trabalho e se suspendeu, mas eles terão a continuidade deste estágio”, assegura.

Texto: Caroline Silva

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