Com autorização do Estado, casa noturna de Lajeado prepara o retorno das atividades

Governo do Rio Grande do Sul alterou alguns protocolos para eventos; decisão final será das prefeituras


2
Proprietários da Opium Club, Jéferson Ricardo da Silva e Jeferson Gosmann (Foto: Caroline Silva)

A redução em indicadores de propagação do coronavírus no Rio Grande do Sul fez com que o governo do Estado, após debate com representantes de setores e análise do Gabinete de Crise, alterasse, a partir de decreto desta segunda-feira (26), alguns protocolos para eventos e indústrias.

Assim como os demais eventos já liberados pelo Estado – festas infantis eventos de maior porte -, a realização só poderá ocorrer em cidades que autorizaram e que estão no processo de volta das aulas presenciais.

Além disso, os organizadores de eventos em regiões com bandeira amarela e laranja devem seguir as normas estabelecidas pelas portarias 319 e 617 da Secretaria da Saúde, sobre serviços de alimentação e eventos, e o Decreto Estadual 55.240. Apesar das liberações, o governo do Estado proíbe o uso de pistas de dança.

De portas abertas

Após a decisão do Estado, nesta terça-feira (27), o sócio da Opium Club, casa noturna em Lajeado, Jéferson Ricardo da Silva, reabriu as portas do estabelecimento para iniciar os preparativos do retorno. O local estava fechado desde o dia 7 de março, quando foi realizado o último evento antes da pandemia. Sua estimativa é realizar a primeira festa na sexta-feira da próxima semana, dia 6 de novembro caso haja flexibilização do horário. Se as boates precisarem fechar às 1h da manhã, como está previsto no decreto estadual, Jéferson pretende nem abrir. Ele conta que só foi possível manter a casa porque também é proprietário de um restaurante. “Foi bem complicado, uma situação que não esperávamos passar. Não imaginávamos ficar tanto tempo parado. Nos últimos meses estávamos batalhando muito para ter opções de retorno”, conta o empresário.


OUÇA A REPORTAGEM 


Jéferson faz parte de um grupo de promotores de eventos de todo o Rio Grande do Sul. Eles criaram uma lista de protocolos, que foi apresentada ao Governo do Estado. As casas de festas terão que contar com medidor temperatura na entrada, álcool em gel em todas as partes, limpeza intensificada e funcionários de máscara e luvas.

 

Conforme ele, o maior desafio com a reabertura será a capacidade permitida de público, já que em bandeira amarela é possível receber 100 pessoas contando com os funcionários da casa, e em bandeira laranja apenas 70 somando a equipe de trabalho. “Será complicado manter a casa com público reduzido, mas é um passo de cada vez, esperamos que logo possa aumentar este número”, diz.

Outra mudança será no valor dos ingressos, já que antes era em média de R$ 20 e R$ 30 reais. “Infelizmente teremos que aumentar o preço. Não é uma opção nossa, mas é preciso para conseguir manter a casa de portas abertas”, explica Jéferson. Agora o empresário espera uma reunião com a prefeitura, já que ainda há dúvidas.

O que diz a prefeitura

O secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agricultura, André Bücker diz que o decreto municipal seguirá as normas do Governo do Estado, autorizando o retorno do funcionamento das casas noturnas, porém com algumas exigências. “É importante mencionar a duração de evento de quatro horas, o uso da máscara – com exceção no uso de bebidas e alimentos – é vedado a pista de dança, distanciamento de dois metros entre mesas, ingressos antecipados, distanciamento entre público e artistas, higienização a cada duas horas, e reforço nos EPIs dos trabalhadores”, destaca.

O secretário informa que nesse primeiro momento as casas noturnas terão que fechar à 1h da manhã, como bares e pubs.

Eventos sociais e de entretenimento em buffets, casas de festas, casas de shows, casas noturnas ou similares, em ambientes fechados e com público em pé:

– A realização desse tipo de evento fica permitida desde que a região esteja há 28 dias seguidos sem bandeira vermelha ou preta

– Na bandeira amarela, o público máximo permitido será de 100 pessoas, entre trabalhadores e público, respeitando o teto de ocupação (oito metros quadrados por pessoa) e distanciamento estabelecido no modo de operação.

– Na bandeira laranja, o público máximo permitido será de 70 pessoas (entre público e trabalhadores).

– Em ambos os casos (bandeiras amarela e laranja), os eventos devem ter, no máximo, quatro horas de duração.

– Proibido o uso de pistas de dança.

Alterações para o setor da indústria

– A partir da publicação do decreto, todos os setores da indústria poderão operar na capacidade máxima quando na bandeira laranja, desde que respeitados os protocolos obrigatórios e a portaria da Secretaria da Saúde que regulamenta a atividade desse setor durante a pandemia.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

2 Comentários

  1. Eu acho na minha opinião que ñ seria o momento ainda de abrir casas noturnas as pessoas pensam que a pandemia foi embora já passou mas ela continua e vai chegar o momento que ñ teremos mas controle sobre esse vírus q vai se espalhar propagamente aí teremos que fazer um lookdow novamente fechar as portas novamente tomara que isso ñ aconteça mas se as pessoas ñ se conscientizar cada um fazendo sua parte é o q eu acho

  2. Penso eu que além da abertura da casa ser para festas e ” aglomeração”, é também para o sustento desses organizadores, muitos deles vivem somente de eventos e todos devem ter família para sustentar e inúmeras contas para pagar.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui