Com bloqueio na BR-386, caminhões transitam pela Linha Geraldo e moradores pedem soluções

Prefeitura pede para que comunidade tenha paciência, mas reconhece que asfalto pode ser afetado


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Passagem de caminhões pode comprometer vida útil do asfalto (Foto: Caroline Silva)

O bloqueio da BR-386 sobre a ponte do Arroio Boa Vista segue trazendo transtornos. Moradores da Linha Geraldo, popularmente conhecida como Geralda, reclamam do grande fluxo de caminhões pesados que utilizam o asfalto como desvio. O aposentado Ildo Schneider mora às margens do asfalto com sua esposa, e fala que o fluxo de cargas é intenso a todo momento. “Era muito tranquilo e agora não dá nem para dormir de noite. Ficou perigoso pra nós. Deveriam ter colocado uma lombada, pelo menos”, diz.

Dona Clairi Schneider, esposa do seu Ildo, conta que os caminhões não respeitam a via e o fluxo se torna perigoso. “Está muito perigoso. A gente fazia caminhada antes, mas agora é impossível sair na rua, fora o desrespeito, porque os caminhões ultrapassam, e a gente não sabe o que fazer”, relata.

Ildo Schneider e Clairi Schneider moram na Linha Geraldo e reclamam do intenso fluxo de caminhões que utilizam a rodovia como alternativa para acessar a BR-386 (Foto: Caroline Silva)

Moradores temem que o asfalto, que foi construído há seis anos por uma demanda da comunidade, venha a ser afetado. O secretário municipal de Infraestrutura Urbana de Estrela, Edson Diehl, não descarta que a via sofra danos, e diz que a comunidade tem razão em reivindicar. “O que acontece é uma pressão dos moradores locais, que estão cansados e esgotados com a função do fluxo de veículos pesados que passam em alta velocidade. É uma estrada de interior, que recebeu asfalto recentemente e esse fluxo de caminhões vai acabar destruindo todo o asfalto”, comenta.

Sem respostas, foi cogitado por alguns moradores bloquear o asfalto para que veículos pesados não pudessem passar, mas o secretário diz que está não seria a melhor solução. “A comunidade está no direito de buscar uma resposta, mas acredito que a melhor forma não é bloquear a rodovia. Temos outros problemas como o acesso da Tangara e a ponte da São José que aguardamos um laudo do exército. Vamos pedir um pouco de paciência para os moradores”, ressalta.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

 

6 Comentários

  1. A certo modo, os caminhoneiros tem razão de fazer greves e protestos. Ja passam o ano inteiro longe de suas esposas e filhos, mal conseguem pagar suas contas por conta do alto custo de transporte e baixo preço pago no frete, pra levar alimento a mesa de pessoas que so reclamam do barulho que suas turbinas fazem. Eles não estão passando ali por gosto, e sim por falta de opção, o que encarece mais ainda suas despesas. Será que pedir paciência é muito ? As pessoas só sabem reclamar de tudo e de todos, ajudar ninguém pode.

  2. Se para os moradores escolhidos para receber o trecho de asfalto da localidade está ruim, imagina para os que permaneceram com estrada de chão batido; e que desde sábado convivem com a constante nuvem de poeira. Pena que a reportagem não avaliou mais amplamente os problemas do trecho.

    • Quem chama os outros de ignorante geralmente é o pior deles. Não interessa quem pagou o asfalto….agora só devemos zelar por aquilo que compramos, isso só prova a tamanho da sua ignorância. Outra coisa senhor inteligencia….ninguém falou que os caminhoneiros não eram pra trabalhar, mas respeitar a velocidade da via é o minimo que se espera.

  3. Quem chama os outros de ignorante geralmente é o pior deles. Não interessa quem pagou o asfalto….agora só devemos zelar por aquilo que compramos, isso só prova a tamanho da sua ignorância. Outra coisa senhor inteligencia….ninguém falou que os caminhoneiros não eram pra trabalhar, mas respeitar a velocidade da via é o minimo que se espera.

  4. E o que dizer para nós moradores da linha Boa Vista que nem ASFALTO temos, não podemos nem sentar em nossas áreas no final do dia que já engolimos poeiras.
    Tem caminhões que não estão respeitando as placas de sinalização e mesmo assim passam pela ponte.

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