Com casos de Covid-19 entre vereadores, Câmara cogita realizar sessões on-line

Eder Sphor (MDB) testou positivo para a doença e Sérgio Kniphoff (PT) está com suspeita


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Sessão desta terça-feira (01)

Na sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (1) a casa aprovou nove de 11 projetos em votação. Uma das emendas eleitas foi a de autoria de Neca Dalmoro (MDB) que faz ser obrigatória a disponibilização de 10% das vagas de estacionamento para motoboys que estejam em horário de trabalho. Neca disse que a justificativa do projeto está clara. “Fui procurada por várias pessoas que fazem esse tipo de transporte e realmente está aumentando o número de empregadores deste meio, e o grande problema deles é não ter onde estacionar.”


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Neca Dalmoro (MDB) (Foto: Caroline Silva)

Mariela Portz (PSDB) questionou Neca. “Como você irá saber quem é motoboy ou não?”, e votou contra a emenda. Neca respondeu dizendo que a maioria dos motoboys tem identificação. “Na própria moto eles têm a identificação, mas podemos exigir uma carteira, com alguma regulamentação lá na frente”, disse. Mariela rebateu e pediu vista, que não foi aceita pelo presidente da casa, Lorival Silveira (PP). “Eu sugiro que a gente segure e complemente ele, porque se a gente disser que 10% das vagas é para motoboy, vai chegar no executivo e eles podem vetar.”

Waldir Blau (MDB) apoiou o projeto, mas também disse que poderia ser vetado pelo executivo. “Se o plenário concordar em melhorarmos o projeto, podemos melhorá-lo e ajudar a vereadora, porque se não o prefeito vai vetar”, avisou.

Já Carlos Eduardo Ranzi (MDB) também falou sobre a importância de ser regulamentado. “Tem que haver regulamentação. Uma das questões a ser avaliadas é que o estacionamento de motos não é cobrado, e as pessoas deixam o dia inteiro ali. Teriam que ter vagas rotativas”, sugeriu. Waldir Gisch (PP) disse que vê dificuldade na emenda. “Na maioria das vezes o cliente já espera na porta a sua entrega”, comentou.

Outro projeto aprovado pelos parlamentares foi o de abrir crédito suplementar no valor de R$ 370 mil para a Secretaria Municipal da Educação. Ranzi disse que espera que este dinheiro seja bem aplicado no próximo ano letivo. “A gente vê valores que estão sendo movimentados dentro dessas rubricas, e acredito que muito disso é porque não houve aulas, e quando elas forem retomadas, é conveniente que o serviço seja prestado da melhor maneira possível. Quero acreditar que a prefeitura já esteja verificando como será a retomada”, argumentou.

Ranzi pediu vista ao projeto de autoria de Ildo Salvi (PP) que estabelece critérios para denominação de vias públicas, como dar preferência para nomes de pessoas que tiveram atuação destacada no município. No entanto, antes do pedido de Ranzi, Salvi pediu para que tenha uma rua com o nome de Italo Reali, empresário lajeadense, que morreu no dia 19 de novembro deste ano e teve um papel importante na cidade. “Peço encarecidamente aos colegas para aprovação deste projeto para que não seja preciso esperar dois anos ou mais para haver uma homenagem a alguém que já morreu e que foi destaque no município”, comentou Salvi.

Acil

A resposta da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) ao ofício da Câmara de Vereadores com solicitação de realização de plebiscito de deliberação sobre liberdade econômica, com foco na abertura do comércio aos domingos, também foi motivo de debate na sessão. A entidade é contrária ao projeto de liberdade econômica.

Sérgio Rambo (PT) disse que é preciso ouvir a população. “Várias entidades nos pressionaram para ter projetos aprovados, que eram de interesse de algumas pessoas. Nós não temos como decidir por nossa conta, temos que ouvir a população. Eles só gostam do povo quando é para pagar contas. Já que os empresários não querem fazer um plebiscito, que a Câmara faça”, sugeriu.

Sérgio Rambo (PT) (Foto: Caroline Silva)

Quem também se mostrou insatisfeito com a posição da Acil foi Lorival, e disse que a entidade está desmerecendo o trabalho dos parlamentares. “Eu lamento a resposta da Acil. Ela está desmerecendo os vereadores porque não pensamos nos patrões, na elite do comércio. Vender ideias por aí é muito fácil, mas sentar aqui e legislar para a população, eu quero ver. A Acil tá apostando muito num vereador que se elegeu, quero aprender com ele”, ironizou.

Lorival Silveira (PP) (Foto: Caroline Silva)

Pandemia

Ranzi falou sobre a pandemia e o aumento das internações na UTI Covid do Hospital Bruno Born (HBB). Conforme ele, o município não está conseguindo atender a todos. “Nosso município já chegou a ter 15 vagas de UTI Covid, e nós retrocedemos a 10 vagas. Um dos fatores para irmos para a bandeira vermelha é justamente os leitos. Não estamos conseguindo atender as pessoas. Acho que a prefeitura deveria repensar, até porque R$ 12 milhões foram recebidos para o combate da Covid”, argumentou.

 

Carlos Eduardo Ranzi (MDB) (Foto: Caroline Silva)

Lorival aproveitou a fala de Ranzi e informou que o vereador Eder Sphor (MDB) testou positivo para a doença, e Sérgio Kniphoff (PT) está em isolamento sob suspeita do vírus. Sendo assim, ele não descarta a possibilidade de retornar com as sessões de forma virtual. “A mesa diretora irá analisar, iremos acompanhar esta semana, e se persistir é quase 100% de certeza que iremos voltar com as sessões on-line”, disse.

A vereadora suplente, Daiane Bauer (MDB) está, pela segunda semana consecutiva, substituindo o vereador Eder, no plenário.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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