Com falta de energia elétrica para trabalhar, empresário de Imigrante já soma prejuízo de R$ 10 mil em um mês

Indústria com cerca de 30 funcionários chegou a ficar cerca de um dia e meio sem produzir


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Empresa já chegou a ficar durante um dia e meio parada e sem trabalho para os cerca de 30 funcionários (Foto: Artur Dullius)

A constante falta de energia elétrica tem rendido prejuízos e preocupação para um empresário do ramo calçadista de Imigrante. Em apenas uma semana, Elisteu Fernandes, proprietário da RDR Calçados, já enfrentou este problema em três oportunidades.

No último mês foram quatro situações de queda de energia (além de outras duas durante o período de férias da indústria). Segundo o empresário, o problema é geral e atinge todo o bairro, afetando outros moradores das proximidades também. “Está sendo muito difícil trabalhar aqui no município atualmente em razão disto. A RGE não te dá atenção. Já não sei mais a quem ou como recorrer sobre esta constante falta de luz que temos aqui no nosso bairro”, relata.


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Em cada uma das ocasiões, a luz demora cerca de três a quatro horas para ser reestabelecida. No entanto, Fernandes lembra que já chegou a ficar durante um dia e meio parado e sem trabalho para os cerca de 30 funcionários. “Tento segurar o funcionário aqui dentro para não ser tão grande a minha perda. Se levar duas ou três horas, ainda mantenho eles pra não perder o turno inteiro. Se voltar dentro de quatro horas, eu ganho uma para conseguir produzir alguma coisa”, descreve.

Os problemas ocorrem mesmo com as condições climáticas favoráveis, sem que aconteça algum temporal ou intempérie. “Eles não me dão satisfação por essas quedas de energia. A gente faz a ligação, relata o fato e eles fazem algumas perguntas (como é de costume), mas não explicam o motivo da queda. Já aconteceu várias vezes, continua acontecendo e eu nunca sei o motivo”, desabafa.

A situação é registrada desde que o proprietário abriu a empresa no local, em 2013. No entanto, foram as promessas de melhorias que mantiveram a esperança por uma solução do problema. “Eles falavam que iriam fazer ajustes e reformas, que estavam melhorando. No entanto, se eu pegar o relatório das faltas de energia que tive aqui, não posso acreditar que tenha alguma melhoria. Em menos de uma semana eu perdi três turnos de trabalho”, afirma.

Elisteu Fernandes, proprietário da RDR Calçados (Foto: Artur Dullius)

Conforme o empresário, o prejuízo do último mês já se aproxima R$ 10 mil. Ele garante que só não expandiu a indústria ainda em razão da incerteza para trabalhar. Além disso, diante de recorrentes oscilações na rede, também teve que abandonar máquinas eletrônicas importadas que havia adquirido.

“Se eu contar tudo que eu perdi aqui dentro isso gera um prejuízo enorme, que não se recupera mais. Então, faço um apelo para que a gente resolva esse problema e eu possa continuar trabalhando aqui. Se continuar esta situação, não sei se eu não terei que abandonar a cidade de Imigrante. Já poderia ter aumentado o meu número de funcionários, mas não cabe fazer isto com esta falta constante de energia”, destaca.

O que diz a RGE:

A reportagem da Rádio Independente entrou em contato com a RGE. Em nota, a concessionária informou que: “após consultar o histórico do cliente informado, foram identificadas oito ocorrências de interrupção do fornecimento de energia entre novembro de 2021 até o dia 10 de janeiro de 2022, sendo quatro delas de curta duração.

A RGE afirma ainda que a maioria das ocorrências, incluindo as de longa duração, foram causadas por eventos não gerenciáveis pela empresa, como vento e árvores ou animais em contato com a rede de distribuição de energia elétrica. A RGE ressalta que enviará uma equipe até o local para averiguação da rede elétrica que atende a localidade”.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br

 

3 Comentários

  1. A dias atrás a fiação de um poste estava pegando fogo em frente a minha casa, chamei eles e os bombeiros, a Rge demorou 7 horas para vir. E a pior fornecedora q já vi.

  2. Esta é a maravilha da privatização! E ainda trem gente que defende estas empresas privadas, alegando que funcionam melhor do que as empresas públicas.

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