Com modalidade de saque, troco, offline e até sem saldo; confira os novos recursos do Pix

Em funcionamento há nove meses, o Pix já foi utilizado por 3,6 milhões de cearenses pelo menos uma vez. Confira, com exclusividade, lista com detalhes dos novos recursos e ferramentas do Pix


0

Em entrevista exclusiva, Ângelo Duarte, chefe do departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, antecipa detalhes dos principais novos recursos a serem implementados no sistema de pagamento instantâneo, Pix, até o fim de 2022.

Em funcionamento há nove meses, o Pix já foi utilizado por 3,6 milhões de cearenses pelo menos uma vez, conforme dados do Banco Central repassados com exclusividade ao O POVO. Ao todo, cerca de 170 mil empresas formais do Ceará utilizam a tecnologia em transações comerciais. Em julho último, a movimentação financeira no Ceará por Pix foi de R$ 10,9 bilhões.

Além de pequenos empreendedores, feirantes e vendedores ambulantes também passaram a incorporar a tecnologia em suas atividades. Agilidade, praticidade e ausência de taxas são as principais vantagens associadas a ampla disseminação do pagamento digital no comércio cearense.

Um dos principais impactos é a dinamicidade conferida para as relações comerciais em todo território cearense, permitindo uma intensificação do empreendedorismo digital e uma aceleração da movimentação econômica no Interior do Estado.

“Antes, o morador do Interior muitas vezes precisava ir para uma cidade vizinha ou município próximo para ter acesso a serviços financeiros como saque. Isso fazia com que ele acabasse aplicando aquele dinheiro naquela região e não na que mora ou trabalha. Com o Pix, isso muda, os ecossistemas econômicos locais passam a ser muito mais dinâmicos”, avalia Ângelo.

Em setembro:

Lançamento do serviço da ferramenta que permitirá agendamento no Pix. Assim, os usuários poderão agendar pagamento por meio do Pix, não correndo mais o risco de esquecer de realizar a operação.

Em novembro:

Entra em operação o recurso de segurança que permitirá ao usuário solicitar o estorno de uma transferência realizada em caso de suspeita de fraude. O mecanismo contará com duas etapas de verificação: a primeira diz respeito à instituição financeira do próprio usuário, que deverá ser acionada assim que for percebida a possibilidade de fraude; ela então entrará em contato com o banco para o qual foi destinado o valor questionado que deverá bloquear a conta de destino do Pix.

Assim, as entidades financeiras terão sete dias para investigar o ocorrido junto com os envolvidos e decidir se retornam o valor do Pix para a conta do cliente ou se foi um registro falso de suspeita de fraude.

Ainda em 2021:

Nas próximas semanas será lançado a opção “Pix Troco”. O recurso permitirá aos usuários de Pix o saque em espécie de valores mediante transferência para contas de empresas de médio e grande porte. Permitirá também que o cliente realize compras em um estabelecimento e pague com um Pix, possa transferir um valor a mais para a empresa, que devolverá o valor excedente, em cédulas, para o cliente.

A opção de “Pix Saque” será lançada em conjunto e permitirá que, sem a necessidade de compra nos estabelecimentos, o usuário possa fazer um Pix para a empresa, de modo que receba o exato valor da transferência na forma de dinheiro em espécie. A limitação inicial de ambas as funcionalidades está sendo estudada em R$ 500.

O Banco Central também está operacionalizando a possibilidade de lançamento, ainda de 2021, do “Pix Offline”. O recurso ofertará um caminho para que o cliente possa pagar suas compras por meio de um Pix, ainda que não tenha acesso a internet naquele momento.

Com este recurso, o cliente irá gerar um QR Code a ser lido pelo aplicativo bancário usado pelo comerciante. Após a leitura, o cliente deverá digitar, no celular do vendedor, o código de confirmação previamente cadastrado, autorizando assim a transação.

Em 2022:

O principal lançamento do Pix para o próximo ano consiste em uma operação a crédito. Chamado de “Pix garantido”, o recurso dará o direito ao usuário de realizar um Pix, ainda que não tenha saldo em conta.

Antes da transferência ser feita utilizando este recurso, o destinatário do Pix deverá estabelecer um período de tempo, de no máximo 30 dias, para receber o valor referente àquela transferência. Após tal definição, o banco usado pelo cliente que está realizando o Pix irá cobrir o valor que o usuário deseja transferir, garantindo assim o pagamento ao comerciante.

O Banco Central pontua que nesta operação, cada instituição financeira definirá um limite de transferência do gênero para cada cliente e que após a utilizando de parte do valor destinado, o usuário deverá pagar ao banco, funcionando como uma espécie de transferência de crédito.

Fonte: Correio do Povo

 


DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui