Com o aumento das temperaturas, os trabalhadores da construção civil estão entre os que mais sofrem

"Sei que deveria usar protetor, mas não uso porque fica grudando", fala Valdir Bergmann


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Valdir Bergmann (60) (Foto: Joel Alves)

Natural de Canudos do Vale, Valdir Bergmann (60) trabalhava na agricultura quando resolveu se mudar para Lajeado e entrar no ramo da construção civil.

Primeiro trabalhou de servente e posteriormente se tornou pedreiro, profissão que exerce há mais de 30 anos.

“Quando cheguei em Lajeado não tive muitas opções de ganhar bem, então foi na construção civil que tive essa possibilidade”, relembra Bergmann.


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Atualmente, Bergmann mora na localidade de Costão, em Estrela, e percorre de bicicleta os oito quilômetros entre sua casa e o prédio que está construindo no centro de Lajeado. Além de ficar exposto ao sol durante o tempo que vai e volta do trabalho, é durante o expediente que fica mais vulnerável aos raios solares.

Muitos de seus colegas utilizam protetor solar, mas Bermann não se adaptou ao creme. Utiliza apenas um boné como forma de proteção. “Sei que deveria usar protetor, mas não uso porque fica grudando”, diz ele.

Texto: Joel Alves

1 comentário

  1. Alertem os Trabalhadores, Empregadores, Sindicatos, MPT e outros a quem interessar possa que a Portaria 1.359:2019 e anexo 3 da NR 9, estabelecem limites de exposição ao Calor (IBUTG). qUE CABE AO EMPREGADOR AVALIAR QUANTITAIVAMENTE E ESTABELECER UM PLANO DE CONTROLE EFETIVO E EFICAZ DA EXPOSIÇÃO QUANDO ACIMA DO NÍVEL DE AÇÃO. Inclusive treinamentos e plano de respostas á emergências. Informe isso também. Não só o problema da exposição que realmente afeta de forma severa a saúde do trabalhador, mas especialmente as medidas de controle obrigatória , Solução!!

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