Com o diesel mais caro que a gasolina, muitos caminhoneiros estão reavaliando profissão

"Para encher os tanques da minha carreta hoje, preciso desembolsar R$ 4 mil", lamenta Denis Chielle Silveira


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Foto: Joel Alves

Aos 18 anos Denis Chielle Silveira (43) escolhia a boléia de um caminhão como sua profissão. Já se passaram 25 anos, e as dificuldades só aumentam. “Minha vida foi atrás de um volante, mas nunca tinha vivido tanta insegurança como agora”, fala Silveira.

Morador da cidade de Pantano Grande, Silveira roda pelo estado, carrega e descarrega qualquer produto que precise ser deslocado, mas seus últimos dias o fez repensar algumas situações.

Como não tem contrato firmado com nenhuma empresa, ele não está amarrado, mas também não tem garantias de frete. Precisando estar sempre atento aos fretes que aparecem.

Em sua última viagem,  Silveira carregou milho em grão em Palmeira das Missões e descarregou no Vale do Taquari. Foram três dias na estrada para obter um lucro de R$ 500. “Estamos trabalhando muito e ganhando pouco. Até em restaurantes estamos evitando gastar”, diz Denis Chielle Silveira.

Sua carreta está avaliada em R$ 250 mil, carregada faz no máximo dois quilômetros por litro de óleo diesel, vazia chega a fazer três quilômetros por litro. Utiliza 18 pneus e cada um custa em média R$ 2.600. 

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