Com salários atrasados, terceirizados de escolas estaduais da região estão passando dificuldades

"Hoje ao meio dia eu e meus filhos só comemos arroz", fala Aniele Marlize Gomes


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Aniele Marlize Gomes reclama da demora no pagamento (Foto: Joel Alves)

No mês de março de 2022, cerca de 60 pessoas foram contratadas pela empresa Purify Conservação, com sede em Porto Alegre, para prestarem serviço de limpeza e de cozinha para as escolas estaduais do Vale do Taquari.


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O salário oferecido é de R$ 1.252 mensais, mas os funcionários relatam que a empresa sempre atrasa o pagamento e diz que o Estado é que demora no repasse da verba. O salário do mês de junho deveria ser pago no dia 7 de julho, mas até a última sexta-feira (15), o valor não havia sido depositado.

Entre os funcionários está Aniele Marlize Gomes, moradora do Bairro Santo Antônio, em Lajeado, contratada para trabalhar como merendeira da Escola Estadual de Ensino Médio Santo Antônio (CIEP). Casada com um servente de pedreiro e mãe de dois filhos, de 6 e 15 anos, sem o salário, a família está passando por grandes dificuldades. “Estamos com água e luz atrasadas e meu balcão está vazio. Hoje ao meio dia eu e meus filhos só comemos arroz”, diz Aniele.

Apesar da casa limpa e organizada, a falta de produtos de higiene e alimentícios é evidente. Na manhã da última sexta-feira (15), seu filho de 15 anos lhe perguntou quando ela iria receber, quando quis saber o porquê da pergunta a resposta foi: “Não temos sabonete e nem papel higiênico”. Para não chorar na frente do filho, ela se retirou.

Em contato com a Coordenadora Regional de Educação, Cássia Cristina Benini, foram informados que a situação deve ser regularizada na próxima semana.

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