Com seis votos contrários, Câmara acata veto de projeto que permitia incentivo financeiro a agentes de saúde

Valor adicional seria de R$ 1.550 oriundos do Ministério da Saúde


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Na sessão desta terça, nove projetos estavam na pauta do dia (Foto: Caroline Silva)

Dos nove Projetos de Lei (PL) em votação nesta terça-feira (2) na Câmara de Vereadores de Lajeado, quatro eram pedidos de veto do poder executivo, ou seja, quando o governo municipal entende que a proposta – aprovada pelos vereadores anteriormente – não é possível e solicita o arquivamento do PL.


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A maioria dos projetos com pedido de veto gerou discussão entre os vereadores, principalmente o de autoria de Carlos Eduardo Ranzi (MDB), que permitia incentivo financeiro a agentes de saúde do município. Em dezembro de 2020, o Ministério da Saúde definiu em R$ 1.550 o valor do incentivo financeiro a ser pago mensalmente pelo governo federal a esses profissionais. Sérgio Kniphoff (PT) votou contra o veto e disse que o pedido de arquivamento é uma injustiça com a saúde. “Os agentes de saúde têm colocado em risco sua vida indo visitar as pessoas e garantindo o acolhimento. Os agentes comunitários compõem um dos braços mais importantes da saúde e existe recursos para isso”, afirmou.

Diferente de Kniphoff, Marcio Dal Cin (PSDB) votou a favor ao veto e disse que seria injusto com as outras profissões da saúde. “Como se sentirão os enfermeiros, técnicos de enfermagem? Terá uma certa diferença de tratamento. A outra classe acaba sendo desprivilegiada”, ressaltou. No entanto, o veto foi acatado com seis votos contrários dos vereadores Kniphoff (PT), e toda a bancada do MDB, Jones Barbosa da Silva, o Vavá, Ana da Apama, Marquinhos Schefer, Eder Spohr e Ranzi.

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Mozart Lopes (PP) usou seu espaço na tribuna para elogiar o governo municipal pelo superávit de R$ 48 milhões no ano de 2020. Conforme ele, com o dinheiro em caixa, a prefeitura irá se dedicar a educação, saúde e obras. “É mérito de muito cuidado com o dinheiro público em ano de pandemia. É um belo número. A transparência vem sendo mostrada pelo governo. Aproximadamente R$ 20 milhões serão investidos em obras, pavimentação, nova Emei, nova Emef, e cirurgias em atraso”, garante.

Mozart Lopes (PP) elogiou o governo municipal pelo superávit de R$ 48 milhões (Foto: Caroline Silva)

Quem também elogiou o executivo, mas em outro quesito, foi Lorival Silveira (PP). Ele parabenizou o Prefeito Marcelo Caumo por decretar o retorno de colaboradores que estavam afastados em virtude da pandemia. “Quero parabenizar o prefeito pelo decreto que determina a volta dos colaboradores que estavam afastados. Poucos estavam se cuidando, muitos estavam passeando, viajando e publicando fotos nas redes sociais”, revela.

Lorival Silveira (PP) disse que colaboradores que estavam afastados devido a pandemia não praticavam o isolamento social (Foto: Caroline Silva)

Ranzi sugeriu ao governo municipal que faça uma parceria com o Corpo de Bombeiros com parte do superavit dos R$ 48 milhões. “Penso que bombeiros são os profissionais que que mais tem a confiança da população brasileira e do mundo todo, então acho que dos 48 milhões e dos R$150 mil que destinamos para a Defesa Civil, seja destinado R$30 mil para os bombeiros comprarem barcos”, destacou.

Carlos Eduardo Ranzi (MDB) sugeriu parceria entre Prefeitura e Corpo de Bombeiros (Foto: Caroline Silva)

O projeto de lei de autoria de Ana da Apama, que prevê a instalação de parklets e que estava na pauta do dia para ser votado, obteve pedido de vista do vereador Kniphoff.

Texto: Caroline Silva

jornalismo@independente.com.br

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