Com trânsito prejudicado na BR-386, policiamento rodoviário reforça efetivo em estradas estaduais

Comando Rodoviário remanejou o efetivo para atuar na RSC-453 e nas ERSs 128 e 129


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Foto: Divulgação

O Comando Rodoviário da Brigada Militar reforçou o efetivo dos pelotões que atuam em rodovias do Vale do Taquari em função do maior tráfego de veículos por estradas estaduais. Após um caminhão carregado com combustíveis explodir por volta das 11h45 do último sábado (13), sobre o Arroio Boa Vista, comprometendo a estrutura da ponte, os motoristas, especialmente de veículos pesados, têm pegam desvios por rodovias como as ERSs 128 e 129, além da RSCs 453 e 287.

“Desde a ocorrência deste fato, o Comando Rodoviário remanejou o efetivo para atuar na RSC-453 e na ERS-128 e ERS-129, num primeiro momento com efetivo da companhia, e depois com aporte de outros grupos rodoviários”, explica o tenente Márcio Fontoura da Silveira, comandante dos pelotões da Companhia Rodoviária de Santa Cruz do Sul, responsável pelos pelotões que atendem ao Vale do Taquari também.


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“Estamos mantendo esse efetivo 24 horas por dia no trecho, inclusive com um ponto estático no km 51 da RSC-453 (na divisa entre Teutônia e Estrela), fazendo um desvio por dentro de uma estrada municipal”, explica o policial rodoviário.

Tenente Márcio Fontoura da Silveira, comandante dos pelotões da Companhia Rodoviária de Santa Cruz do Sul, responsável pelos pelotões que atendem ao Vale do Taquari (Foto: Divulgação)

Conforme Silveira, “aumentou consideravelmente o fluxo de veículos”. “As nossas rodovias foram impactadas de forma pontual. Preocupado com isso, o Comando Rodoviário nos deu esse suporte de efetivo extra”, conta. Na segunda-feira, chegará mais um contingente policial para reforçar a atuação. “Eu vou ter praticamente o efetivo de um outro grupo rodoviário”, destaca o comandante. “É como se eu disponibilizasse o efetivo de todo um grupo rodoviário só para atuar na RSC-453, na ERS-129 e na ERS-128”, compara.

O tenente explica que o reforço neste nível é possível porque o comando rodoviário tem um efetivo pronto para atuar e ser remanejado em questões pontuais como é o caso do Vale do Taquari no momento. “Até agora, com relação a acidentes, não tivemos nada que possa ter indicado aumento quanto a isso. Com relação ao fluxo, é um fluxo muito maior, mais pesado. Para que a gente possa dar a devida fluidez nesse transito e até evitar a ocorrência de acidentes, se faz necessária essa sobrecarga de efetivo”, avalia.

Os policiais extras foram destacados para atuarem em pontos estratégicos de orientação. Eles têm como missão, por exemplo, impedir que caminhões de carga passem por pontes do interior que não têm capacidade paga aguentarem um peso maior. Silveira destaca que as ERSs 129 e 128 não comportam bitrens e veículos especiais. “As pontes têm capacidade para 50 toneladas”, afirma. “Para passar, tem que ao menos desacoplar, tirar parte do peso ou um dos reboques para poder transitar nas rodovias”, detalha.
“Eu acredito que, com esse efetivo, a gente vai conseguir dar a devia atenção e fluidez para evitar que o problema se agrave mais”, espera.

O comandante da companhia rodoviária diz que a sinalização, com colocação de placas, não é de competência do policiamento. Essa tarefa seria da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens (Daer) e dos municípios.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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