Com voos suspensos, lajeadense que faz intercâmbio na Colômbia não consegue retornar ao Brasil

Fernanda Delazeri Bergesch, estudante de Educação Física, relata clima em Bogotá em meio à pandemia de coronavírus.


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Foto: Arquivo / Pessoal / Reprodução

A lajeadense Fernanda Delazeri Bergesch (21), estudante de Educação Física, está desde janeiro, juntamente com outros quatro estudantes da região, em Bogotá, na Colômbia. Ela se mudou para o país depois de conseguir uma bolsa de estudos, por meio de parceria da Universidade do Vale do Taquari – Univates.


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Em entrevista no programa Especial Coronavírus deste domingo (24), a jovem falou sobre a dificuldade de retornar ao Brasil, devido ao decreto que determinou o fechamento das fronteiras no país e as medidas de isolamento contra a Covid-19 adotadas na capital colombiana.

Conforme a estudante, a situação no país levou o governo a tomar uma série de medidas rigorosas e definiu multas para quem descumprir medidas de prevenção, inclusive anunciando divisão por gênero para fazer um rodízio de dias em que se pode sair de casa.

Com os reflexos da pandemia do coronavírus, as aulas da estudante foram prejudicadas. Na avaliação da jovem, com aulas virtualizadas, a Universidade se adaptou bem a situação, porém, o curso de Educação Física demanda de aulas práticas. “Tá bem diferente de uma aula presencial”, comenta.

Fernanda diz que ainda existem muitas incertezas quanto ao seu retorno, considerando que o último voo de repatriação ocorreu em abril. Segundo ela, no início do mês de maio, teve um voo previsto para cidade de São Paulo, cujo custo era em torno de R$2.500 reais. “É um valor absurdo”, diz. Os estudantes estão se mobilizando, através de uma campanha, para conseguir um voo de retorno gratuito. De acordo com ela, os voos comerciais tem previsão de retornar após o dia 31 de agosto.

Em meio a tantas dúvidas a lajeadense revela que, na última semana, recebeu seu último auxílio da bolsa de estudos, e como tem visto de estudante não pode trabalhar. “Não podendo trabalhar, não tenho como me sustentar até setembro”, desabafa. “A gente não sabe o que vai acontecer no futuro”, comenta a jovem sobre a apreensão para o retorno ao país.

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