Comandante militar do Talibã em Cabul é morto em ataque a hospital

Hamdullah Mokhlis enfrentou combatentes do Estado Islâmico que atacaram o maior hospital militar do Afeganistão na terça. Ao menos 19 pessoas morreram e 50 ficaram feridas no atentado


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Combatente do Talibã ferido durante explosão na entrada de hospital militar em Cabul, capital do Afeganistão, é socorrido em 2 de novembro de 2021 (Foto: Zohra Bensemra/Reuters)

O comandante militar do Talibã em Cabul, Hamdullah Mokhlis, morreu no ataque ao maior hospital militar do Afeganistão, que deixou dezenas de mortos e feridos na terça-feira (2) na capital afegã.

Fontes oficiais afirmaram nesta quarta-feira (3) que Mokhlis foi morto ao enfrentar combatentes do Estado Islâmico junto com outros membros do Talibã. Ao menos 19 pessoas morreram e 50 ficaram feridas no atentado (veja no vídeo abaixo).

Mokhlis, membro da rede radical Haqqani e das forças especiais do Talibã, é a baixa mais importante dentro do movimento fundamentalista desde que o grupo tomou Cabul e voltou ao poder no Afeganistão, em agosto.

A ação foi reivindicada pelo Estado Islâmico de Khorasan (EI-K), grupo radical que é inimigo do Talibã. O atentado começou com um ataque suicida com bomba, seguido pela entrada de homens armados no complexo hospitalar.

Em um comunicado divulgado em seus canais no Telegram, o EI-K afirmou que “cinco combatentes do EI executaram ataques simultâneos e coordenados”.

O Talibã enviou as forças especiais ao telhado do edifício, com um helicóptero, e o porta-voz do grupo fundamentalista, Zabihullah Mujahid, afirmou que o ataque foi neutralizado em 15 minutos graças a uma rápida intervenção.

Estado Islâmico

O ataque da terça se soma a uma lista atentados e assassinatos cometidos pelo Estado Islâmico no Afeganistão desde a volta do Talibã ao poder.

Há menos de três semanas, uma explosão em uma mesquita em Kandahar, a segunda maior cidade do país, deixou mais de 30 mortos e 60 feridos.

Dias antes, uma explosão em outra mesquita xiita deixou mais de 100 mortos e feridos na cidade de Kunduz, no nordeste do país.

Fonte: G1

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