Combate à Covid-19: o mais importante é a identificação precoce dos sintomas

Coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Lajeado indica em qual momento as pessoas devem procurar o sistema de saúde para realizar o teste para coronavírus.


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Juliana Demarchi (Foto: Jonas de Siqueira)

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Lajeado, Juliana Demarchi, disse em entrevista ao Redação no Ar desta terça-feira (29) que não há a indicação para que as pessoas façam a testagem somente por ter tido contado com alguém que foi diagnosticada com Covid-19. Segundo ela, a orientação é, se tiver contado com um caso positivo, intensificar os cuidados como uso de máscara e higienização das mãos. O exame deve ser realizado caso apareçam sintomas.


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Juliana diz que período de atenção e observação deve ser de 14 dias, a partir do contado com algum contaminado pelo coronavírus. “O período de incubação da doença, a partir do momento que a gente tem contato com o vírus, tem variado de 1 a 14 dias, com uma média de 5 a 6 dias”, explica.

“Hoje, o mais importante é a identificação precoce dos sintomas. A gente precisa identificar os sintomas logo”, destaca. Os sintomas são tosse, febre, dor de garganta, coriza, dores no corpo e de cabeça, cansaço físico, perda do paladar e olfato. Na vigência de dois sintomas juntos, o paciente deve procurar o sistema de saúde, indica Juliana.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica explica que o período ideal para realização dos exames de RT-PCR (aqueles em que as amostras são coletadas através de cotonetes do nariz e da garganta) é entre o terceiro e o oitavo dia do início dos sintomas.

Já os testes sorológicos (exame de sangue) verificam a resposta imunológica do corpo em relação ao vírus. Assim como o teste rápido, disponíveis em farmácias, esse tipo de diagnóstico deve ser realizado a partir do décimo dia de sintoma. Juliana Demarchi orienta a realização a partir do 14º dia para mapear a produção de anticorpos pelo corpo.

Assintomáticos, pré-sintomáticos e sintomáticos

As pessoas contaminadas pelo novo coronavírus são classificadas em três tipos, conforme os sinais que demostram. Os pacientes assintomáticos são aqueles que testam positivo para o vírus, porém, não apresentam nenhum dos sintomas durante todo o período de desenvolvimento da doença.

Os pré-sintomáticos são pessoas com cargas virais bastante altas, mas que ainda não apresentam sintomas. Por conta disso, o grupo dos pré-sintomáticos é considerados aquele com maior potencial de transmissão do vírus.

Já os sintomáticos apresentam os sintomas da doença durante o seu desenvolvimento, e acabam sendo sendo os mais monitorados pelos profissionais de saúde.

Conforme a coordenadora da vigilância de Lajeado, os assintomáticos geralmente só descobrem que foram contaminados em testagem em massa. “A chance de transmitirem a doença é muito pequena. Não podemos dizer que é nula, mas é uma escala muito menor do que os pré-sintomáticos e o sintomático em si”, explica.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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