Começa julgamento de atentado que deixou 130 mortos em Paris em 2015

Com duração prevista de nove meses, esse deve ser o maior julgamento criminal já realizado na França, após uma investigação que envolveu 19 países e durou quatro anos e meio


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Foto: Getty Images

Começa nesta quarta (8) em Paris o julgamento de 20 acusados do ataque terrorista de novembro de 2015, reivindicado pelo Estado Islâmico e que deixou 130 mortos e cerca de 500 feridos na casa de shows Bataclan, numa esplanada de bares e restaurantes em Paris e no Stade de France, em Saint-Denis. Com duração prevista de nove meses, esse deve ser o maior julgamento criminal já realizado na França, após uma investigação que envolveu 19 países e durou quatro anos e meio.

O massacre de 2015, fomentado na Síria, preparado na Bélgica e executado em Paris, foi o exemplo mais exitoso na Europa de um ataque liderado pelo Estado Islâmico, além do mais mortal, afirmou em 2019 nota da Direção-Geral de Segurança Interna, do governo francês.

Começou na noite de sexta-feira, 13 de novembro, quando um homem-bomba se explodiu ao ser impedido de entrar no Stade de France, onde cerca de 80 mil pessoas assistiam a um amistoso da França contra a Alemanha, entre as quais o então presidente francês, François Hollande.

Além do terrorista, uma pessoa morreu. Nos 40 minutos seguintes, atentados a tiros mataram 39 clientes em cafés e restaurantes nas calçadas dos 10º e 11º bairros de Paris, e no Bataclan outros 90 foram mortos com armas automáticas. Quando as forças de segurança invadiram o local, dois terroristas detonaram os explosivos que levavam num cinto; um terceiro foi morto pelos policiais.

Considerado o único sobrevivente do grupo de dez homens que atacou Paris, Salah Abdeslam, um francês de 31 anos que nasceu na Bélgica, será um dos réus-chave do julgamento que começa nesta quarta (8). A polícia levantou a hipótese de que ele tenha desistido de detonar seus explosivos, como planejado.

Abdeslam fugiu para Bruxelas, onde foi preso no começo de 2016. Dias depois da detenção, atentados mataram 32 pessoas e feriram 270 no aeroporto em Zaventem e numa estação de metrô da capital belga.

Mohamed Abrini, 36, preso pelo atentado no aeroporto de Zaventem, também estará no banco dos réus, com outros 12 acusados de participar no planejamento dos crimes. Um réu que está preso na Turquia será julgado a distância, e outros cinco, membros sêniores do Estado Islâmico, postumamente —agentes afirmam acreditar que eles tenham sido mortos no Iraque ou na Síria.

Dos 14 que estarão no tribunal, o sueco Osama Krayem era membro de uma unidade de elite do grupo terrorista e é apontado como um dos idealizadores dos atentados.

Fonte: Folha de S. Paulo

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