Comércio de Lajeado volta ao funcionamento nesta segunda-feira

Liminar que proíbe a cogestão do distanciamento controlado do Estado, foi derrubada neste domingo, porém cerca de 500 empresários retornariam mesmo assim.


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Foto: Júlio César Lenhardt 

Após três semanas fechado, o comércio de Lajeado volta ao funcionamento seguindo todos os protocolos sanitários nesta segunda-feira (22). Em função da cogestão do distanciamento controlado, opção que foi novamente disponibilizada pelo governador Eduardo Leite, os estabelecimentos comerciais puderam novamente atender de forma presencial, seguindo os protocolos de distanciamento, restrição de número de clientes, utilização de máscara e álcool em gel por todas as pessoas que frequentam o local.


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Apesar disso, uma liminar da justiça chegou a prever a proibição da cogestão por parte do governo gaúcho em bandeira preta, denominação para alto risco quanto a pandemia de Covid-19, utilizada no distanciamento controlado do Estado, o que revoltou comerciantes lajeadenses a ponto de prometer em abrir seus estabelecimentos mesmo com a proibição. Na tarde de domingo a liminar foi derrubada, e a co-gestão voltou a ser permitida, regularizando a abertura novamente.

O empresário, e um dos líderes do movimento Ismael Ledur, é proprietário de uma academia de padel no bairro Montanha. Ele explica o motivo da atitude que o grupo tomaria, se a liminar não fosse derrubada. “Fiz um grupo com sete empresários amigos meus, após um conhecido me dizer que estava faltando comida em casa, e eu ajudá-lo, mas depois disso decidi que tínhamos que fazer alguma coisa, e depois da criação desse grupo, mais comerciantes foram aderindo com a intenção de provar que não é o comércio o culpado pelo aumento no número de infectados”, explica Ledur, que afirma que cerca de 500 comerciantes retornariam nessa segunda-feira (22) mesmo se a proibição da liminar persistisse.

Foto: Júlio César Lenhard

O empresário salienta que os empresários vão ajudar a fiscalizar, pois se algum deles não seguir os protocolos rigidamente, estarão ajudando a fiscalização e denunciado.
“Nós queremos também servir de fiscais, pois se alguém estiver descumprindo os protocolos, vamos denunciar mas os números não fecham, o comércio ficou três semanas fechadas e estamos no pior momento da pandemia, os números estavam estáveis há um tempo atrás com com o comércio aberto, concluímos que o comércio não é o grande culpado e sim as aglomerações maiores, e é isso que queremos provar”, conclui.

O empresário diz ainda que não sabe quantificar o número de estabelecimentos que retornam ao funcionamento presencial nesta segunda-feira (22), já que a liminar que proíbe a cogestão foi derrubada.

Texto: Júlio César Lenhard

1 comentário

  1. Absurdo! Quando faltar leito na UTI do HBB ou da UPA, é pra ser entubado numa loja? Ou nos salões de beleza? Irresponsabilidade, negligência com a saúde pública e falta de empatia com as vítimas da COVID. A pandemia está longe do fim por culpa de vocês.

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