Comércio por delivery, tele-entrega e pela internet não chega a 30% das vendas presenciais, afirma presidente da CDL

"Sábado é vital para o comércio", afirma Aquiles Mallmann, que pede abertura não somente na véspera de feriados, nos finais de semana


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Lojas puderam abrir após cinco sábados seguidos fechadas (Foto: Ricardo Sander)

Após cinco sábados consecutivos de portas fechadas, o comércio pode abrir as suas portas na véspera do domingo de Páscoa no Rio Grande do Sul. Em entrevista ao Troca de Ideias desta segunda-feira (5), o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lajeado, Aquiles Mallmann, comemorou a flexibilização antes de uma das maiores datas para o setor. Conforme ele, o sábado é o melhor dia para as vendas.


ouça a entrevista

 


“O sábado para nós do comércio é o melhor dia. Para o comércio é vital”, reforça. Segundo o empresário, neste dia, dobram as vendas, em função de ser o único dia disponível para trabalhadores de indústrias, por exemplo. Agora, Mallmann diz que a expectativa é o comércio poder estar aberto em todos os casos, não só nas vésperas de datas comemorativas. O presidente da CDL lembra que a atividade chegou a ficar bloqueada por 23 dias em março, em função das restrições contra a Covid-19.

Muitas lojas nesse meio tempo se adequaram ao delivery, às tele-entregas e às vendas virtuais. Mas estas modalidades de vendas não chegam nem a 30% da venda presencial, afirma Mallmann. O presidente da CDL reforça que o comércio não quer gerar aglomeração, mas precisa estar com as atividades em funcionamento, dentro das regras de distanciamento controlado, uso de máscaras e higienização.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

 

3 Comentários

  1. A reclamação dos comerciantes é legítima; porém duvido que serão cumpridos os protocolos de proteção nos seus comércios como eles alegam. Pois provavelmente a grande maioria destas pessoas, são as mesmas que andam pelas ruas sem máscara ou com o nariz para fora da máscara. Provavelmente são as mesmas pessoas que durante os finais de semana fazem aglomerações com amigos ou parentes em suas casas, pelas ruas da cidade, nos parques, na Univates, etc. Provavelmente a maioria destas pessoas lotaram o litoral durante o carnaval, o reveilon e agora na Páscoa. Por estas atitudes irresponsáveis é que a situação da pandemia chegou a este ponto crítico que estamos vivenciando atualmente. Portanto, estas pessoas estão impedidas de trabalhar devido a sua própria irresponsabilidade e agora querem culpar o governo estadual e municipal por não poderem trabalhar.

  2. SR. ALEX !!! Tenho meu comércio e cumpro com todos os protocolos, inclusive não fui a praia, não vou a muitos compromissos para poder atender as normas de distancimento, apenas faço o que não posso deixar de fazer, e muito provavelmente o Sr. foi a praia, é aposentado e anda pelas ruas sem necessidade, e joga pedra no telhado dos outros. Se não precisa trabalhar, ao menos não atrapalha !!!!

  3. Sr.Alex ! Muito provavelmente o Sr. é aposentado, servidor público ou trabalhador em algum setor que não teve suas atividades interrompidas. E muito provavelmente o Sr. foi a praia e frequentou algum desses locais que mencionou. Eu sou comerciante, tive a minha atividade muito prejudicada, e não fui a praia, não fui a aglomerações em nenhum momento. O comércio não essencial não é o único propagador da doença, e o Sr. sabe disso.

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