Comissão da Câmara pede avaliação sobre permanência do gerente da Corsan em Lajeado

Comissão temporária que analisa o contrato do município com a Corsan encerrou seus trabalhos com relatório, que deve ser votado pelos vereadores


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Sessão desta terça-feira (15) (Foto: Caroline Silva)

A Comissão temporária especial da Câmara de Vereadores de Lajeado, criada para analisar o contrato de prestação integral e as entregas de serviços prestados pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), no município, encerrou suas atividades com entrega de um relatório que pede avaliação sobre a permanência do gerente da Corsan em Lajeado, Alexsander Pacico.


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No entanto, o documento que, ainda não é de conhecimento de todos os vereadores, gerou debate na sessão desta terça-feira (15). O vereador Eder Spohr (MDB) disse que o pedido de troca no cargo de gerente tem interesses pessoais de uma ex-vereadora da legislatura passada, do partido PSDB. “Conheço a boa índole do Márcio, da Paula e do Deolí, mas nós tínhamos na legislatura passada uma pressão muito grande para colocar na gerência da Corsan o cunhado de uma ex-vereadora do PSDB. Façam uma carta compromisso e enviem a essa casa dizendo que se ele sair, não será o cunhado da ex-vereadora que vai assumir”, sugere. No mandato passado a Câmara contava com apenas dois vereadores do PSDB, Ildo Salvi e Mariela Portz.

Quem também arriscou a dizer que o pedido da troca tem interesses pessoais foi o vereador Lorival Silveira (PP). Contudo, ele diz acreditar que a Comissão não vá trabalhar desta forma. “O Pacico é gerente local, converso bastante com ele e sempre me deu uma justificativa para o que precisei. A comissão fez um trabalho importante, mas não podem estragar todo esse trabalho. Espero que não seja, mas há interesses políticos e pessoais na transferência do gerente da Corsan e espero que a Comissão não tenha levado nesse sentido”, declara.

Lorival Silveira (PP) (Foto: Caroline Silva)

Argumento parecido com o de Lorival e Eder teve o parlamentar Marquinhos Schefer (MDB). Para ele, o relatório tem cunho político. “Eu vejo a Comissão com cunho político. Não tenho nada contra o Pacico, espero que façam um relatório culpando os verdadeiros culpados. Que sejam verdadeiros e honestos nesse relatório. Não façam politicagem em cima de quem não deve”, diz. Marquinhos também sugeriu que o gerente da Corsan possa vir até o plenário para explanar sua versão.

Marquinhos Schefer (MDB) (Foto: Caroline Silva)

No entanto, o presidente da comissão que analisa o contrato da Corsan, vereador Márcio Dal Cin (PSDB) rebateu os argumentos dos parlamentares. Ele disse que o gerente não passou informações solicitadas pela comissão. “Em relação de indicação de a ou b, na nossa forma de trabalhar não cabe, talvez no passado era assim, mas para mim não serve isso. Solicitamos ao gerente da Corsan nos enviar uma planilha dos valores gastos, solicitamos informações sobre contrato, de saneamento básico, e ele não nos enviou. No relatório não tem somente a questão do Pacico, mas também do Executivo, que também falhou”, defende.

Márcio Dal Cin (PSDB) (Foto: Caroline Silva)

O documento deve ser votado pelos vereadores, mas ainda não tem data.

Não quer se pronunciar

Procurado pela reportagem da Rádio Independente, o gerente da Corsan de Lajeado, Alexsander Pacico, não quis se pronunciar sobre o assunto. Mas conforme ele, isso não quer dizer que concorda com o documento da comissão. “O meu silêncio não tem a ver com concordar com o que foi dito, prefiro não comentar neste momento, porque o relatório ainda não foi aprovado e não quero entrar neste debate, prefiro deixar o barco andar”, esclarece.

De novo

O Projeto de Lei de autoria do vereador Alex Schmitt (PP), que reconhece as atividades presenciais das redes pública e privada de ensino como essenciais para a população de Lajeado, que estava na ordem do dia para ser votado na sessão desta terça, recebeu pedido de vista do vereador Marquinhos Schefer. O texto já excedeu o prazo de 60 dias de tramitação. Na sessão da última semana, Schmitt questionou os parlamentares sobre o motivo da demora para a proposta ser votada.

Texto: Caroline Silva jornalismo@independente.com.br

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